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Funcionários públicos em Canindé denunciam “perseguição política”

Funcionários públicos em Canindé denunciam “perseguição política”

06/01/2025 19h29 Atualizada há 2 anos atrás
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Funcionários públicos em Canindé denunciam “perseguição política”

Canindé de São Francisco, em Sergipe, não para de presenteara imprensa neste início de ano com notícias escandalosas. Agora, sãofuncionários efetivos que estão denunciando o afastamento de centenas deles dasfunções que exerciam há bastante tempo e que agora estão à disposição daSecretaria de Administração.

A perseguição é tão grande, segundo as informações, que elesdizem que foi criado um perfil na rede social Instagram com o título “Votei emKaká”. O objetivo é encontrar funcionários que declarem ter votado em KakáAndrade, candidato que disputou com o prefeito eleito Machado Barbosa (UniãoBrasil), e assim poderem ser perseguidos.

O que os funcionários dizem é que vão entrar na justiçacontra estes afastamentos, já que todo o município precisa fazer um processo legal. Eles informam que aadministração pode, segundo a lei, fazer mudanças, mas precisa fazer isso deforma administrativa e com uma justificativa muito bem embasada. Não bastadizer que “está em disponibilidade”, mas precisa fazer o ato dentro da lei.

Mandados de segurança devem ocupar nestes dias a justiça deCanindé com a assinatura de funcionários que se sentem injustiçados eperseguidos.

O afastamento de funcionários públicos por motivos políticosé considerado um ato discriminatório e é vedado pela legislação brasileira. ALei nº 9.029/95 proíbe práticas discriminatórias para efeitos admissionais oude permanência da relação jurídica de trabalho, incluindo a dispensa pormotivos políticos.

Além disso, a Constituição Federal do Brasil, em seu artigo5º, assegura que "ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem odevido processo legal". Isso inclui a proteção contra perseguiçõespolíticas no ambiente de trabalho. A dispensa ou afastamento de um funcionáriopúblico por motivos políticos pode ser contestada judicialmente, e ofuncionário tem o direito de ser reintegrado ao cargo ou de receber indenizaçãoem dobro.

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