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"Janinho Soares: Sua trajetória e suas crônicas"

"Janinho Soares: Sua trajetória e suas crônicas"

12/01/2025 14h18 Atualizada há 2 anos atrás
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Noite de sábado, 11, e o que rolou na cidade de PauloAfonso, na Bahia? Uma chuva daquelas, de água cristalina, para celebrar olançamento do livro: Janinho Soares – Sua trajetória e suas crônicas, noColégio Municipal João Bosco, "Janinho Soares: Sua trajetória e suas crônicas" do escritor “Rubervânio Rubinho Lima”, fruto doprojeto cultural da Lei Paulo Gustavo.

O homenageado foi, por mais de 20 anos, o responsável pelaárea de turismo e cultura da cidade. Serviu como secretário da prefeitura e foio principal responsável por eventos que mudaram a vida da juventude, atraindomilhares de turistas que se jogaram nos esportes radicais e se encantaram comas belezas naturais, aproveitando o som de artistas locais e nacionais emfestas que viraram referência no Brasil.

Durante o evento de lançamento do livro, estavam presentesas filhas Júlia e Luiza Soares e a irmã, Jane Nogueira, que compartilharampassagens da vida de Janinho e lembraram da pessoa tranquila e cheia dehistórias lindas que ele vivenciou. Depois da sua partida, descobriram que elefoi um filantropo anônimo pra muita gente. Uma das filhas comentou sobre umtrecho do Evangelho de Mateus, capítulo 6, versículo 3, que diz: “não saiba tuamão esquerda o que faz a direita”. “Ele era assim”, contou ela.

Pra homenagear Janinho, um bocado de amigos e amigas subiramao palco e relembraram histórias que viveram com ele. Brando Guerra, SilvioRicardo (Silvinho), Zé Miguel, Nadja Maria, Dimas Roque, Antônio Galdino eRogério Xavier estavam lá. Também esteve presente o ex-vereador e cunhado,Petrônio Nogueira e Flávio Roque, superintendente de cultura de Paulo Afonso e apresentações musicais de Silvinho e Igor Gnomo.

Janinho foi um cronista como poucos no Brasil. Os textosdele ressaltavam a sua vivência do dia a dia, as paisagens do sertão ondemorava e a política, sempre com tiradas únicas de um sertanejo que amava seupovo, seus costumes e sua fala, e que nunca se desconectou do que rolava nomundo. Ele viveu intensamente com os amigos, como se escutasse a música “With ALittle Help From My Friends” (Com uma ajudinha dos meus amigos) dos Beatles emum vinil, admirando o Rio São Francisco todas as manhãs de domingo, antes depegar o Jeep e atravessar as estradas esburacadas do Raso da Catarina catandosementes de ipês (pau-d'arco) e retornando ao final da tarde para sua morada emGlória/BA.

As crônicas de Jânio Soares, no Jornal A Tarde, capturaram aessência e as nuances do cotidiano, especialmente da vida. Seu olhar atento àsbelezas do sertão e seus desafios sociais fez com que suas palavras ecoassemnão apenas entre os leitores locais, mas também entre aqueles que buscavam umaconexão mais profunda com a cultura nordestina. Jânio tinha a habilidade de transformarpequenos detalhes do dia a dia em reflexões significativas, utilizando umalinguagem simples e poética que tocava o coração das pessoas. Suas crônicaseram como um abraço acolhedor, repleto de amor por sua terra e seu povo,tornando-o uma voz indispensável na literatura e no jornalismo da Bahia.

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