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Secretárias de Estado participam de Marcha 8M no Dia da Mulher em Salvador

Secretárias de Estado participam de Marcha 8M no Dia da Mulher em Salvador

08/03/2025 21h22 Atualizada há 1 ano atrás
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Secretárias de Estado participam de Marcha 8M no Dia da Mulher em Salvador

Foto: Matheus Landim
No Dia Internacional da Mulher, a Marcha 8M mobilizouativistas em Salvador, realizando uma caminhada entre o Morro do Cristo e oFarol da Barra na tarde deste sábado (8). O ato, organizado por sindicatos epela CUT Bahia, contou com o apoio da Secretaria de Promoção da IgualdadeRacial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e com a presença dassecretárias Ângela Guimarães, da Sepromi, e Fabya Reis, de Assistência eDesenvolvimento Social (Seades).

Para a psicóloga Íris Paiva, que participa pela primeira vezda marcha, uma oportunidade de discutir equidade nos espaços profissionais e depoder. “Vendo a violência, vendo a distinção em relação ao homem até mesmo nanossa categoria [profissional], a gente percebe que existe um preconceito: émulher, não pode. Tem a questão da idade, né? Da dificuldade de se encaixar nosespaços profissionais. Então eu tô aqui hoje para poder representar a minhacategoria, representar a mulher e ser a mulher que eu sou”, dividiu.

Com o tema “Mulheres vivas, livres e sem medo”, o ato contoucom centenas de mulheres e com a participação de movimentos sociais como oMovimento Negro Unificado (MNU), a Marcha Mundial das Mulheres e deorganizações como a TamoJuntas, fundada por Laina Crisóstomo, que participa hámais de 10 anos da Marcha 8M, e atua na assistência jurídica de mulheresvítimas de violência.

“A marcha é, justamente, esse espaço de muitas mulheres, demovimentos populares, de associações de bairro, entendendo a importância deocupar as ruas, lutando por seus direitos. Esse ano tem um tema muitoimportante para nós, né? Mulheres pelo fim do feminicídio, pelo direito àcidade, pelo bem-viver. A gente ainda tem que dizer para os homens que seterminar a relação, não pode matar a mulher. Por isso, estamos nas ruas pelavida de todas as mulheres, para dizer que a gente precisa seguir lutando pelaspróximas gerações”, analisou.

A caminhada integrou a programação da Bahia na data,reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, que simboliza aluta histórica das mulheres por direitos sociais. Inicialmente voltada àsmelhores condições de trabalho, direito ao voto e à igualdade de oportunidades,hoje os movimentos de mulheres também pautam, neste dia, o combate ao machismoe à violência de gênero.

Por: Milena Fahel.

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