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Prefeito de Canindé de São Francisco descumpre promessa de programa de renda mínima enquanto investe em festividades

Prefeito de Canindé de São Francisco descumpre promessa de programa de renda mínima enquanto investe em festividades

20/03/2025 08h21 Atualizada há 1 ano atrás
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Prefeito de Canindé de São Francisco descumpre promessa de programa de renda mínima enquanto investe em festividades

Dois meses e meio após assumir o cargo, o prefeito MachadoBarbosa (União Brasil), eleito com discurso de prioridade social, descumpre umade suas principais promessas de campanha: a implementação do Programa Municipalde Renda Mínima, que garantiria R$ 500 mensais a 500 famílias em situação devulnerabilidade econômica no município. Enquanto a população mais pobre aguardarespostas, a gestão municipal tem destinado recursos vultosos a eventosfestivos, levantando críticas sobre o uso prioritário dos cofres públicos. 

Enquanto isso, gastos com eventos chamam atenção. Informaçõesdão conta de que a prefeitura investiu milhares de reais em festas, incluindocachês de artistas regionais e estrutura de palcos. O valor seria suficientepara ajudar a custear o benefício. "É uma contradição inaceitável. Falamem crise para adiar políticas sociais, mas não hesitam em patrocinar eventosque, embora importantes culturalmente, não resolvem a fome", critica umamoradora do Bairro Portelinha. 

A demora começa a gerar mobilização popular. Um grupo demoradores está se organizando no movimento "Renda ou Resposta" eplaneja ocupar a Secretaria de Assistência Social. "Elegeram Machado pelapromessa de dignidade, mas estamos sendo tratados como plano B", afirma umalíder comunitária que pediu para não ter o nome revelado. Dados do IBGE apontamque 38% da população de Canindé vive abaixo da linha da pobreza, cenárioagravado pela seca histórica que assola o semiárido sergipano.

Ouvido pela reportagem alerta para o risco dejudicialização. "Promessas de campanha não são obrigações legais, mas, sehá verba disponível e comprovação de má-fé na gestão, o Ministério Público podeintervir", explica advogado especialista em Direito Público. 

Enquanto a pressão cresce, a pergunta que ecoa nas ruas deCanindé é clara: por que a festa segue para alguns, enquanto o prato de outrospermanece vazio?

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