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O jornalismo de fuxico em Sergipe

O jornalismo de fuxico em Sergipe

24/03/2025 08h55 Atualizada há 1 ano atrás
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O jornalismo de fuxico em Sergipe

É alarmante observar acrescente banalização do jornalismo em Sergipe, que tem se assemelhado cada vezmais aos fuxicos disseminados em grupos das “Tias” de WhatsApp. Diariamente,veículos de comunicação priorizam manchetes sensacionalistas, muitas vezesinfundadas, com o único intuito de angariar cliques — especialmente quando oassunto envolve políticos e as eleições de 2026.

Um exemplo simbólico dessafalta de rigor jornalístico é a cobertura contraditória sobre André Moura(União Brasil). Em um dia, publica-se que ele "já definiu" suacandidatura ao Senado; no seguinte, afirma-se que ele desistiu e indicará suafilha, Lara Moura como candidata a vice-governadora. Paralelamente, outrasmatérias divulgam versões completamente distintas, sem qualquer preocupação emchecar fontes ou garantir coerência. Essa abordagem não apenas desinforma opúblico, mas também mina a credibilidade da imprensa. 

O mesmo ocorre em relação aogovernador Fábio Mitidieri. Em um curto intervalo de tempo, análisessuperficiais passam de "sua reeleição está inviabilizada por falhas naarticulação política" para manchetes exaltando sua "invencibilidade"nas próximas eleições. Essa volatilidade narrativa revela uma clara priorizaçãodo engajamento em detrimento da apuração responsável. 

Se o jornalismo pretendecumprir seu papel democrático, é urgente que abandone práticas tãoquestionáveis. A população sergipana merece informação de qualidade, nãoespetáculo.

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