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Restaurante Popular de Paulo Afonso reabre com cardápio ampliado e críticas à gestão anterior

Restaurante Popular de Paulo Afonso reabre com cardápio ampliado e críticas à gestão anterior

15/05/2025 12h26 Atualizada há 1 ano atrás
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Restaurante Popular de Paulo Afonso reabre com cardápio ampliado e críticas à gestão anterior

Foto: Dimas Roque
PrefeitoMário Galinho anuncia fim do "ovo" como base alimentar e priorizabeneficiários do Bolsa Família; investimentos chegam a R$ 957 mil. 

Emmeio a gritos de “O ovo acabou!”, o Restaurante Popular Dom Mário Zanetta,localizado no bairro BNH, foi reinaugurado nesta quinta-feira após cinco mesesfechado. O evento, marcado por discursos emocionados e críticas veladas àadministração passada, simboliza a tentativa da atual gestão de resgatar acredibilidade do equipamento, que chegou a servir apenas 600 refeições diáriasem 2024, ante uma capacidade inicial de 1.000.

Orestaurante foi reformado com R$ 957 mil em recursos públicos, via contratoemergencial com a empresa Lemos Passos. Entre as novidades estão: Acessogratuito para 43 mil beneficiários do Bolsa Família, identificados por reconhecimentofacial vinculado ao CadÚnico, taxa subsidiada de R$ 3 para comerciários,mototaxistas e trabalhadores informais, expansão do horário: almoço às 10h30 esopas no período noturno, de segunda a sexta. 

Galinhonão poupou críticas aos antecessores. Denunciou atrasos de 10 meses nopagamento a fornecedores e o desvio de recursos para “apadrinhados políticos” —prática que chamou de “mamata”. “Redirecionamos verbas para quem precisa. Não émérito, é obrigação”, disse ele. 

Asecretária de Desenvolvimento Social Edila Carvalho, emocionada, lembrou os “esforçosincansáveis” para reabrir o espaço. “Tivemos que convencer vereadores e apopulação de que valia a pena lutar por isso”, declarou, destacando parceriascom a Secretaria de Tecnologia para implementar o sistema antifraude. 

Orestaurante integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e priorizafamílias em vulnerabilidade. A meta é evitar superlotação e garantir “dignidadea quem realmente precisa”, como definiu Galinho. O desafio, porém, é manter asustentabilidade: o custo real por refeição é de R$ 16, mas o municípiosubsidia 81% do valor para usuários não cadastrados no Bolsa Família. 

Areabertura ocorre em um momento de expansão de restaurantes populares noBrasil. Em 2024, apenas na Paraíba, 2,3 milhões de refeições foram servidas em10 cidades. Em Paulo Afonso, a expectativa é que o equipamento se tornereferência na Bahia, aliando segurança alimentar a tecnologias de gestão. 

Aprefeitura anunciou campanhas para recadastrar famílias no CadÚnico e ampliar oacesso. “Quem ganha com isso não somos nós, políticos. É o povo”, concluiuGalinho, sob aplausos.

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