A Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada àSecretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), marcou presença comimportantes ações de incentivo à leitura e à difusão do conhecimento, como oprograma Leve e Leia — que promove um quiz literário entre estudantes comdistribuição de livros — e a BIBEX, biblioteca de extensão da FPC, que oferece,contação de histórias, atividades lúdicas e acesso democrático à leitura emdiferentes territórios baianos.
“Estar presente na FLEPITI é uma forma de reconhecer evalorizar os saberes dos povos indígenas do nosso estado. A Fundação PedroCalmon tem o compromisso com a preservação da memória, o incentivo à leitura eo fortalecimento da identidade cultural. Em cada território onde estamos,reafirmamos o papel da cultura como instrumento de transformação epertencimento”, afirmou Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação PedroCalmon.
A programação do último dia contou com a Mesa “Educação eCultura Indígenas: A Fluidez e a Fruição de Saberes”, com participação deThaira Tuxa e Elaine Truka, mediadas por Telma Cruz. A manhã também reuniu opúblico para a Mostra Audiovisual, com os filmes Raízes a Olho Nu, de LorenaPankararu, e Estamos Vivos e Atentos, de Edilene Papyáyá. Oficinas de SaúdeIndígena e de Escrita Criativa Indígena, conduzidas por Zulmira Correia,trouxeram novos olhares sobre educação e cuidados tradicionais.
À tarde, houve o lançamento dos Catálogos de Mapeamento dosPovos Indígenas do Território de Itaparica, seguido por atividades culturaiscomo o teatro Mamulengos da Caatinga, a exposição fotográfica “OlharesIndígenas”, protagonizada por jovens estudantes, e a palestra “Jovens queTransformam: Educação e Empreendedorismo com Propósito”, com Mari Helena Gomes.O encerramento ficou por conta da mesa “As Águas Passam, As Aldeias Ficam”, comCristino Wapichana e Edson Kayapó, e do show da cantora Kae Guajajara,referência na música indígena contemporânea.
Para o professor Silvano Wanderlei, do CETIPA, a FLEPITI éum espaço de formação e reconhecimento. “Eventos como esse fomentam a educaçãoe promovem nossas raízes indígenas e africanas. A FLEPITI fala de identidade,pertencimento, memória e formação dos jovens. Esse resgate é necessário tantonas questões africanas quanto indígenas do Brasil. A Bahia tem essa expertiseem realizar eventos importantes que envolvem alunos e a comunidade, mostrando averdadeira identidade brasileira. E o Governo do Estado, com o olhar atento dogovernador Jerônimo Rodrigues, tem promovido ações que reforçam valores epertencimento do povo baiano.”
A FLEPITI foi contemplada no Edital de Apoio às Festas,Feiras e Festivais Literários, através do Programa Bahia Literária, com o apoiodo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Educação e daSecretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon. A iniciativa reafirma ocompromisso das políticas públicas com a valorização da diversidade cultural,do protagonismo estudantil e da preservação das identidades dos povos indígenasda Bahia.
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