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Promessa de "Canindé Mais Feliz" emperra enquanto Prefeitura investe milhares de reais em festas, apontam moradores

Promessa de "Canindé Mais Feliz" emperra enquanto Prefeitura investe milhares de reais em festas, apontam moradores

03/07/2025 07h45 Atualizada há 1 ano atrás
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184 dias após a posse moradores de Canindé de São Francisco (SE) cobram o prefeito Machado Barbosa (União Brasil), conhecido como Machadinho, pelo não cumprimento do programa social "Canindé Mais Feliz", prometido em campanha. A insatisfação contrasta com os gastos vultosos da gestão em eventos como Carnaval e São João, que somam milhares de reais gastos até o momento.

Enquanto o projeto social definha, os cofres públicos financiaram festividades com cifras expressivas. Populares confirmaram que apenas no Carnaval deste ano, a Prefeitura desembolsou o equivalente ao pagamento de meses do Canindé Mais Feliz com cachês de atrações. No Arraial de São João, os valores ultrapassaram exorbitantes – recursos que, para líderes comunitários, deveriam ser realocados para políticas de impacto real.

É uma inversão de prioridades gritante. Enquanto famílias passam necessidade, o dinheiro que poderia amenizar essa dor vira fumaça nos palcos. Machadinho esqueceu que felicidade se constrói com saúde e comida no prato, não com shows.

O “pão e circo” não convence a população que acompanha a agenda de eventos. Apenas em junho, três festas patrocinadas pela gestão foram realizadas no município.

A lacuna deixada pelo "Canindé Mais Feliz" expõe um padrão preocupante, a substituição de políticas estruturantes por eventos de visibilidade imediata. Especialistas em administração pública alertam que o dinheiro aplicado em festas poderia, por exemplo:

- Financiar um programa de complementação nutricional para 300 crianças por 6 meses;

- Criar 50 vagas em cursos profissionalizantes;

- Ampliar o atendimento do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).

A insistência em festejos de alto custo, em detrimento de promessas eleitorais, coloca em xeque não apenas a palavra do gestor, mas a eficácia do controle social sobre os gastos municipais

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