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Reação à pobreza energética e projetos ecológicos

Reação à pobreza energética e projetos ecológicos

29/07/2025 08h02 Atualizada há 1 ano atrás
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Reação à pobreza energética e projetos ecológicos

 

Quando o sol queimando pinga sobre a caatinga, ele não sóseca a terra: refaz um caminho. Nas veias ressecadas do Semiárido, iniciativassilenciosas crescem como plantas teimosas, gerando luz, alimento, dignidade.

São dez fábricas-escolas sendo gestadas nas regiões dos oitoestados onde o projeto se espalha com foco na capacitação de jovens comoeletricistas sociais. Tecnologia vinda de baixo, de dentro das comunidades.

No sertão de Ibimirim (PE), o projeto Ecolume combinaagricultura e energia solar. Sob os painéis, tecnicamente planejados, brotamhortaliças, galinhas, peixes. Água reciclada, produção agroecológica, alimentoe luz como se fossem frutos da mesma raiz.

Essa é a nova fronteira: sistema agrovoltaico que plantafuturo sem desmatar, que junta alimento e energia para alimentar corpos ementes.

Na comunidade Açude da Rancharia (Juazeiro, BA), um modelode saneamento rural ganha forma: esgoto doméstico tratado por energia solar,água reaproveitada para alimentação animal, triagem de lixo e banheiros dignospara famílias antes invisíveis. Tudo isso articulado por uma comissão local,com formação técnica e gestão comunitária assistida pela CAR e o projetoPró-Semiárido.

Em 28 de julho de 2025, o BNDES e o Governo da Bahiapactuaram R\$?299 milhões no programa Sertão Vivo, beneficiando 75 mil famíliasno semiárido baiano. São recursos para práticas agrícolas adaptáveis àsmudanças climáticas, promovendo resiliência, inclusão e segurança alimentar portoda a região.

A pobreza energética — muitas vezes invisível — viraprotagonista: famílias que mal conseguiam pagar a conta de luz agora têmenergia para cozinhar, estudar, refrigerar alimentos e produzir.

A água, ainda escassa, vira recurso múltiplo: espécies,irrigação e reuso são trilhas que se conectam com o sol para garantirautonomia.

A agroecologia sai da labuta silenciosa e se mostra modeloviável — e lucrativo. Agroecologia não é moda: é futuro sustentável comidentidade e renda digna.

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