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A política que brota sob os pés do povo

A política que brota sob os pés do povo

29/07/2025 08h11 Atualizada há 1 ano atrás
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A política que brota sob os pés do povo

Enquanto os tronos se mantêm estáticos, o vento muda.Movimentos sociais que cultivam comida, água e dignidade agora disputam mandatonos palcos institucionais — e o resultado é revolução. No Nordeste, onde a lutaressoa em cada município pequeno, a voz do campo e da favela salta do chão paraas câmaras e assembleias.

Dessas candidaturas, 133 foram eleitas, entre vereadores,vereadoras, prefeitos e vice-prefeitos, especialmente em pequenas cidades dointerior do Nordeste, incluindo Bahia, Pernambuco e Ceará. Em Pernambuco, 43nomes foram lançados pelo MST, com quatro assentados eleitos vereador e maisquatro aliados eleitos com apoio do movimento.

Entre os eleitos, está Edilson Barbosa, de Caruaru (PT?MST),agricultor dirigente local, que leva ao plenárioprioridades como abastecimento hídrico eagricultura familiar. Tato Mendes, jovem articulador LGBT de João Alfredo, teme pela saúdepública e representa uma nova geração. Outros nomes como Lucas Souza (Ibimirim) e Auzenir Santos(Santa Maria da Boa Vista) mostram diversidade de gênero,raça e territórios,a representação vira tribuna de um povo antessem voz.

Em âmbito estadual, o destaque é Rosa Amorim, eleitadeputada pela Alepe (Pernambuco) aos 25 anos, negra, lésbica e militante desdea infância em assentamentos. Com mais de 42 mil votos, ela é símbolo de umageração que não espera portas abertas — planta-a com suas mãos.

Este movimento eleitoral não se explica por ambiçãoindividual: é resultado de um trabalho de base enraizado, que vincula campanhaa comunidade, luta social a mandato. Como pontuado por leitores no Reddit:

“Não é campanha não, é trabalho de base. É estar presente navida do trabalhador todos os dias e não só no período eleitoral.”

“O que o MST tem que os outros partidos não têm é umaestrutura forte, usada para ter ganhos reais”.

A trajetória também ecoa nas candidaturas negras e indígenasque emergem fora da lógica partidária tradicional, buscando reconstruir ademocracia desde o território popular.

O movimento que antes plantava na terra agora semeia noplenário.

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