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Teatro político pelo impeachment de Moraes

Teatro político pelo impeachment de Moraes

30/07/2025 07h56 Atualizada há 1 ano atrás
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Teatro político pelo impeachment de Moraes

A recente assinatura, pelo deputado baiano Leandro de Jesus(PL?BA),de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF,reacendeu o debate sobre os limites da atuaçãojudicial e os interesses que passam pelo Legislativo.

O documento, originário de um deputado de Minas e subsidiadopor parlamentares da oposição, foi engrossado por Leandro de Jesus, que alegaque Moraes cometeu abuso de autoridade, extrapolou poderes constitucionais etransformou inquéritos como o das fake news e dos atos antidemocráticos eminstrumentos de perseguição ideológica.

Há quem enxergue o movimento como uma encenação: analistasda oposição já preveem que, no Congresso, o processo não avançará. A pressãoseria direcionada aos palanques de militância, mais ruidoso nas redes do quesubstancial em Brasília. Uma fonte próxima à articulação destaca que:

“Esse tema não deverá comover outros setores da Câmara, masapostam numa mobilização da militância para pressionar qualquer iniciativa noCongresso.” Por outro lado, articuladores suspeitam que tudo faz parte deestratégia eleitoral de olho em 2026, com disputa pela narrativa de “combate aoSTF”.

Aliados do governo federal e membros do centrão minimizam ainiciativa. Para eles, trata-se de pauta importada, instrumentos questionadosatribuem origem americana à mobilização contra o ministro. Eduardo da Fonte (PP?PE),coordenador da frente parlamentar Brasil?Estados Unidos, foi enfático, “da mesma forma que parlamentares brasileiros não têmpoder de interferir na Suprema Corte americana, os americanos também não têmdireito de interferir aqui.”

A assinatura do impeachment por deputados pode servir devitrine, o PL tende a usar o episódio para reforçar sua base conservadora. Aretórica de “defesa da liberdade” tem potencial de mobilização eleitoral nosgrotões.

Por outro lado, se o processo não prosperar, corre o riscode ser visto como vazio, apenas espetáculo político sem consequênciasconcretas.

O impeachment de Alexandre de Moraes pelo Congresso Nacionalsoa como operação de marketing político mais do que processo jurídicoviável. Combina palco midiático, militânciaruidosa e retórica de enfrentamentoinstitucional.

Mas o verdadeiro será se avançar, pode balançar alicerces doSTF, se estagnar, ficará como um manifesto simbólico, e eleitoral, da direitaconservadora.

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