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O Nordestino em São Paulo tem o dever de lembrar de onde vieram e para quem devem lutar

O Nordestino em São Paulo tem o dever de lembrar de onde vieram e para quem devem lutar

11/08/2025 08h31 Atualizada há 1 ano atrás
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O Nordestino em São Paulo tem o dever de lembrar de onde vieram e para quem devem lutar

São Paulo não seria a potência que é sem o suor, a coragem ea resistência do povo nordestino. Nas fábricas, nas obras, nos hospitais, notransporte, na limpeza, no comércio, em cada rua da metrópole, há a marca dequem saiu do sertão, da beira-mar ou da caatinga para construir uma vida melhor,e, junto, construir também o estado mais rico do Brasil. Mas, no corre-corre dodia a dia, muitos esquecem que sua história, seu sangue e sua dignidade nãonasceram no concreto paulista, mas na terra árida e no calor humano doNordeste.

É hora de falar com franqueza para esse povo. Mesmo quealguns nordestinos sintam ter sido “aceitos” no Sudeste, a verdade é que aelite paulista nunca os viu como iguais. Ainda hoje, o preconceito sussurra, ougrita, nos ônibus, nas entrevistas de emprego e nas conversas atravessadas. Éum erro acreditar que o silêncio sobre isso significa respeito. Muitas vezes,significa apenas tolerância disfarçada.

Por isso, no próximo ano, quando as urnas estiverem àespera, o voto precisa ser um ato de memória e de lealdade. O nordestino quevive em São Paulo carrega a responsabilidade de escolher governantes eparlamentares que defendam o povo pobre, que criem políticas públicas para quemprecisa, que olhem para a base e não para o topo da pirâmide. Isso significaapoiar candidatos ao governo paulista, à Assembleia Legislativa e ao CongressoNacional que representem a esquerda, pois é dela que, historicamente, vêm asiniciativas de valorização do trabalhador, de inclusão social e de combate àsdesigualdades.

Representar o Nordeste não é apenas falar de forró e defesta junina em São Paulo. É votar para que a dignidade, a comida na mesa, amoradia decente e o trabalho justo sejam direitos para todos, e não privilégiosde poucos. É, no silêncio da cabine de votação, lembrar de cada parente queficou no Nordeste, de cada infância vivida com pouco, e escolher lado. Porquequem esquece de onde veio corre o risco de perder para sempre o caminho devolta.

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