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Enquanto STF julga anistia, sertão baiano recebe hospital como resposta política

Enquanto STF julga anistia, sertão baiano recebe hospital como resposta política

13/08/2025 08h26 Atualizada há 1 ano atrás
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Enquanto STF julga anistia, sertão baiano recebe hospital como resposta política

Enquanto Brasília fervilha com o debate sobre anistia agolpistas, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) finca bandeiras no sertão maisárido da Bahia. Diante de operários e moradores de barro, anunciou o novoHospital Regional de Paulo Afonso, R$ 134 milhões em concreto e esperança. Apergunta que ecoa em Paulo Afonso, “por que aqui, e por que agora?”

A escolha de Paulo Afonso não foi acidente geográfico. É um disparopolítico. No mesmo dia em que aliados de Bolsonaro pressionavam o STF pelalibertação de Braga Netto, Jerônimo desviava os holofotes para o "vazioassistencial" do sertão. O hospital, vinculado à UNIVASF, terá 165 leitos,30 UTIs e seis salas cirúrgicas, um oásis numa região onde pacientes percorrem200 km por uma quimioterapia.

“Enquanto uns pedem perdão para criminosos, nós pedimoslicença para construir futuro" Jerônimo Rodrigues, ao passar a rodosimbólico no chão árido.

Não é só saúde, é geopolítica do chão rachado.

Há 90 anos, Lampião realizava bailes perfumados no sertão,festas roubadas da elite, onde sanfonas desafiavam o poder. Hoje, o hospitalrepete o gesto:

"É o nosso baile perfumado contemporâneo", diz ÂngelaRoque, militante petista presente ao evento. "Governo que vem pra cá nahora do fogo, é governo que sabe ler o chão".

Jerônimo não só fortalece aliados, mas testa o mantrapetista: "Onde a direita enterrou os sonhos, a esquerda plantahospitais".

Este não é um texto sobre saúde. É sobre como se responde agolpistas, com tijolos onde eles deixam crateras. Enquanto o STF debateanistia, o sertão vive.

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