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Vistos cancelados reacendem polêmica, mas governo reforça avanços do Mais Médicos

Vistos cancelados reacendem polêmica, mas governo reforça avanços do Mais Médicos

15/08/2025 07h14 Atualizada há 1 ano atrás
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Vistos cancelados reacendem polêmica, mas governo reforça avanços do Mais Médicos

A decisão do governo dos Estados Unidos de cancelar osvistos de dois ex-coordenadores do Mais Médicos voltou a colocar o programa nocentro de uma disputa diplomática. A medida, anunciada como resposta a supostasirregularidades ocorridas entre 2013 e 2018, foi recebida por Brasília como umaacusação unilateral que não reflete a realidade atual da política de provimentomédico no país.

O Ministério da Saúde reagiu com números e enfatizoumudanças estruturais. Desde 2023, o programa passou a priorizar médicosbrasileiros com CRM ativo, seguido de brasileiros formados no exterior e, porúltimo, estrangeiros para vagas remanescentes. Hoje, são 26.414 médicos ematividade, dos quais apenas 10% são cubanos. A atuação se espalha por 4,7 milmunicípios e 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, cobrindo territóriosque historicamente ficaram sem atendimento.

No Nordeste, especialmente na Bahia, Sergipe, Alagoas ePernambuco, 643 médicos cubanos somam-se a milhares de brasileiros paragarantir o funcionamento da rede de atenção básica. O ministro da Saúde,Alexandre Padilha, defendeu o programa em evento no Recife: “O Mais Médicossalva vidas e é aprovado por quem mais importa: o povo brasileiro. Saúde esoberania não se negociam”.

Para o governo, o redesenho da iniciativa fortalece acapacidade nacional, reduz dependências externas e mantém a cobertura onde omercado não chega por conta própria. Na prática, significa estabilidade paracomunidades vulneráveis, independentemente de tensões diplomáticas. Ao mantereditais abertos e ampliar equipes multiprofissionais, Brasília envia um recadoduplo: a política de saúde é prioridade de Estado e o atendimento básico nãoserá refém de disputas geopolíticas.

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