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Lula joga truco e deixa tio Sam no vácuo

Lula joga truco e deixa tio Sam no vácuo

17/08/2025 08h30 Atualizada há 1 ano atrás
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Lula joga truco e deixa tio Sam no vácuo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra opresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à escalada de atritoscomerciais e políticos entre os dois países. Durante evento em Recife, nestaquinta-feira (14), Lula afirmou que o Brasil “não vai ficar de joelhos” diantedas pressões de Washington e acusou Trump de distorcer dados sobre a relaçãocomercial bilateral.

“É mentira dizer que o Brasil prejudica os Estados Unidos.Nosso comércio é vantajoso para eles. O que não vamos aceitar é ameaça echantagem”, afirmou Lula, diante de uma plateia que incluía liderançaspolíticas e comunitárias. O presidente também aproveitou para reforçar que oprocesso contra Bolsonaro é conduzido pelo Judiciário de forma independente,rebatendo insinuações de perseguição política.

A tensão diplomática ganhou contornos mais amplos após ocancelamento de reuniões bilaterais e a suspensão de vistos de ministros doSupremo Tribunal Federal por parte do governo norte-americano. Para Lula, apostura de Trump ameaça uma relação de mais de dois séculos entre os países epode transformar um histórico de cooperação em um cenário de “perde-perde” paraambas as nações.

Analistas avaliam que o embate vai além das tarifas ereflete uma disputa por protagonismo geopolítico. Enquanto Trump acena para suabase interna com medidas duras contra parceiros comerciais, Lula busca projetaro Brasil como ator soberano, disposto a negociar, mas sem abrir mão de suaautonomia.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros tentam reabrir canaisde diálogo, mas reconhecem que o clima é de incerteza. Para o Planalto, aestratégia é manter a pressão pública e, ao mesmo tempo, explorar apoios noCongresso e no setor empresarial norte-americano para reverter as tarifas.

Seja qual for o desfecho, o episódio já entrou para a listade momentos mais tensos da diplomacia recente e pode influenciar não apenas aeconomia, mas também o tom da política externa brasileira nos próximos anos.

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