Bahia Como

Como a Bahia quer virar o jogo contra a violência política de gênero

Como a Bahia quer virar o jogo contra a violência política de gênero

27/08/2025 07h44 Atualizada há 1 ano atrás
Por:
Como a Bahia quer virar o jogo contra a violência política de gênero

Na surdina dos plenários e corredores do poder, a violênciapolítica de gênero ainda é uma realidade que sufoca vozes femininas na Bahia eno país. Mas, desta vez, o silêncio pode estar com os dias contados. Umjulgamento no Supremo Tribunal Federal, acompanhado de perto pelo governobaiano, promete redefinir responsabilidades e criar jurisprudência capaz depunir mais severamente quem tenta calar mulheres na política.

À frente dessa pauta, o governador Jerônimo Rodrigues temusado a estrutura do Estado para fortalecer canais de denúncia e proteção,articulando secretarias e órgãos de defesa da mulher para garantir que casosnão morram na burocracia. A ideia é simples e direta, se a lei não intimida,que a certeza de punição intimide.

Enquanto o STF debate a aplicação de novos parâmetros paratipificar a violência política de gênero como crime grave, a Bahia corre parase colocar como referência no combate ao problema. Além da ampliação doprograma “Observa Gênero”, que monitora ameaças e ataques, o governo estudacriar uma rede de apoio psicológico e jurídico para vereadoras, prefeitas elideranças comunitárias, especialmente no interior, onde, segundo dados daprópria Secretaria de Políticas para as Mulheres, a intimidação costuma sermais velada, mas igualmente corrosiva.

Especialistas apontam que o impacto de uma decisão favorávelno Supremo será duplo, dar segurança jurídica para que vítimas recorram àJustiça e constranger politicamente agressores, tornando ataques cada vez maisarriscados. Jerônimo já sinalizou que, assim que houver a decisão, o Executivoestadual pretende harmonizar sua legislação interna para aplicar as medidas deforma imediata.

O recado, portanto, está dado. No novo tabuleiro político,quem apostar no medo como arma poderá se ver sem jogada possível. E na Bahia,pelo menos, a aposta oficial é clara, garantir que a voz feminina seja tão altaquanto a de qualquer homem, e que ninguém mais ouse apertar o botão dosilêncio.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários