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O centrão fecha o cerco e Lula assiste ao desmonte do bunker bolsonarista

O centrão fecha o cerco e Lula assiste ao desmonte do bunker bolsonarista

27/08/2025 07h52 Atualizada há 12 meses atrás
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O centrão fecha o cerco e Lula assiste ao desmonte do bunker bolsonarista

Imagem da internet
O que antes era um reduto sólido de apoio começa a ruir sobos pés de Jair Bolsonaro. Nas últimas semanas e com intensidade redobrada nosúltimos dias, o Centrão, bloco político conhecido pela habilidade de farejarventos de poder, acelera um movimento de afastamento calculado doex-presidente.

O estopim veio com o avanço de investigações no SupremoTribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral, somado a revelações queabalaram a já fragilizada base bolsonarista. Deputados e senadores que atéontem entoavam discursos inflamados em defesa do “capitão” hoje medem palavrase evitam associar sua imagem ao líder que acumula derrotas jurídicas epolíticas.

Em Brasília, líderes partidários já discutem, a portasfechadas, a formação de uma nova coalizão que mira as eleições de 2026, e essaestratégia passa longe de qualquer dependência de Bolsonaro. O pragmatismo falamais alto, com o Governo Lula mantendo índices sólidos de aprovação eentregando pautas econômicas e sociais que agradam tanto à base quanto asetores do centro político, a aposta é de que o Planalto siga como polo deestabilidade até o próximo pleito.

Nos bastidores, ministros e articuladores do governoobservam o racha com satisfação silenciosa. Cada liderança que se distancia deBolsonaro é potencial peça de negociação para ampliar a base no Congresso. “Apolítica é como o mar, quem não sabe remar, afunda”, comentou, em off, umexperiente deputado governista.

Para Bolsonaro, o cenário lembra um daqueles sonhos onde secorre sem sair do lugar, só que, desta vez, é a realidade que o imobiliza.Isolado, cercado por antigos aliados que agora trocam de barco e pressionadopor investigações que se acumulam, o ex-presidente vê seu espaço políticoencolher a olhos vistos. E, no tabuleiro atual, quem dita as regras não é maiso capitão, mas sim o bloco que aprendeu a sobreviver em qualquer governo, e queagora aponta seu leme para a direção de Lula.

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