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Jerônimo desengaveta obra que pode virar o trunfo do século

Jerônimo desengaveta obra que pode virar o trunfo do século

28/08/2025 07h33 Atualizada há 1 ano atrás
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Jerônimo desengaveta obra que pode virar o trunfo do século

A cena política baiana voltou a girar em torno de um velho emonumental personagem, a ponte Salvador-Itaparica. Depois de anos entrepromessas, disputas e adiamentos, o governador Jerônimo Rodrigues recolocou oprojeto no centro do jogo, com direito a cronograma revisado, reforço deestudos técnicos e uma articulação política que surpreendeu até opositores.

O anúncio, feito ontem no Palácio de Ondina, veio carregadode simbolismo. Jerônimo apareceu ao lado de secretários, liderançasempresariais e prefeitos da região metropolitana, vendendo não apenas a imagemde um governo que retoma sonhos, mas de um gestor que aposta alto nainfraestrutura como motor de desenvolvimento. “A ponte é mais do que concreto eaço, é um elo para integrar economia, turismo e futuro”, disse, arrancandoaplausos de uma plateia que sabia que aquela fala soava como recado político.

O projeto, que ligará Salvador à Ilha de Itaparica em cercade 12 km, promete reduzir drasticamente o tempo de viagem, desafogar oferry-boat e impulsionar novos polos de investimento no Recôncavo e no sul doestado. Empresários do setor de turismo já falam em “nova fronteira deoportunidades”, enquanto urbanistas alertam para a necessidade de umplanejamento integrado que evite o crescimento desordenado.

Para aliados, a jogada de Jerônimo é dupla, entrega umademanda histórica e, ao mesmo tempo, marca território no tabuleiro político de2026. Ao assumir pessoalmente a condução do projeto, ele transforma a ponte emvitrine, e, se conseguir avançar nas obras ainda neste mandato, também emcredencial eleitoral poderosa para o grupo que representa.

Mas o governador mantém o discurso pé no chão. Reafirma queas etapas técnicas, ambientais e de licitação serão cumpridas “comtransparência” e que a prioridade é garantir que a obra não seja mais umapromessa quebrada.

Se a ponte sair do papel desta vez, Jerônimo Rodrigues teránão apenas encurtado a distância entre Salvador e Itaparica, mas tambémpavimentado uma narrativa de governo capaz de fazer história. E, no jogo dapolítica, poucas obras são tão fotogênicas quanto uma ponte gigante cortando omar.

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