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Lira e Tarcísio em operação “salva mito”

Lira e Tarcísio em operação “salva mito”

03/09/2025 07h00 Atualizada há 12 meses atrás
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Lira e Tarcísio em operação “salva mito”

A política brasileira voltou a ferver nos últimos dias commovimentos que, para analistas e opositores, soam como a reedição de um roteirogolpista. O deputado federal, Arthur Lira, foi visto em visita reservada à casado ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O encontro, mantido longe dascâmeras, teria como pano de fundo a articulação de uma anistia para oex-mandatário, atualmente réu em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF)por seu papel nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

A ofensiva não parou por aí. Poucas horas depois, ogovernador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desembarcou no Congresso Nacionalpara reuniões com líderes de partidos de direita. Segundo fontes ouvidas noscorredores do Legislativo, o objetivo seria costurar apoio a um “golpeparlamentar” que, sob o pretexto de pacificação, abriria caminho para livrarBolsonaro e aliados de qualquer punição.

O STF, por sua vez, mantém o tom firme e o ritmo aceleradono julgamento dos envolvidos nos ataques à democracia. Ministros da Corte têmreiterado que não haverá espaço para anistia a crimes contra o Estado deDireito, reforçando que a responsabilização é essencial para evitar que ahistória se repita.

Enquanto isso, setores da extrema-direita tentam vender anarrativa de perseguição política, transformando réus em supostos mártires. Aestratégia, porém, encontra resistência não apenas no Judiciário, mas também emparte expressiva da sociedade civil, que vê nessas articulações uma ameaçadireta à estabilidade institucional.

A combinação das visitas de Lira e Tarcísio acendeu o alertamáximo em Brasília. Para críticos, trata-se de um movimento coordenado parasubverter, por vias legislativas, o que não foi conquistado com atos violentose invasões. A democracia brasileira, mais uma vez, se vê diante de um teste deresistência, e o STF, com seu julgamento histórico, parece disposto a nãopermitir que a impunidade seja o epílogo dessa trama.

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