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Anistia virou tiro, porrada e racha

Anistia virou tiro, porrada e racha

15/09/2025 09h14 Atualizada há 11 meses atrás
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Anistia virou tiro, porrada e racha

O que era para ser um discurso unificado da oposição virouum ringue improvisado. A pauta da anistia para os envolvidos nos atos golpistasde 8 de janeiro rachou a direita no meio, expondo feridas e vaidades que atéentão eram mantidas sob o tapete.

Lula tem repetido em discursos que “não existe democraciacom esquecimento” e que a impunidade é convite para novos ataques. A fala ecoaentre aliados e movimentos sociais, que veem no endurecimento contra osgolpistas um compromisso real com a Constituição. “O presidente está certo,quem tentou destruir a democracia precisa responder por isso. Não é questão devingança, é de justiça”, afirmou um dirigente petista.

Enquanto isso, nas redes sociais, a guerra interna dadireita virou espetáculo. Parlamentares trocam farpas públicas, influenciadoresse atacam e hashtags rivais disputam espaço. A imagem de unidade, tão cultivadanos últimos anos, se desfaz diante de um tema que mexe com a memória recente dopaís e com o cálculo eleitoral de 2026.

No Planalto, a avaliação é de que o racha enfraquece aoposição e reforça a narrativa de que o governo Lula é o guardião daestabilidade institucional. “Eles brigam entre si, nós seguimos governando”,resumiu um assessor próximo ao presidente.

O fato é que, enquanto a direita se engalfinha sobre quemmerece ou não perdão, Lula e o PT consolidam a posição de defensoresintransigentes da democracia, e, nesse embate, quem aposta na memória e najustiça parece ter a vantagem.

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