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Otto Filho estoura o circo de Tarcísio e abre pista para Jerônimo

Otto Filho estoura o circo de Tarcísio e abre pista para Jerônimo

16/09/2025 11h27 Atualizada há 12 meses atrás
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Otto Filho estoura o circo de Tarcísio e abre pista para Jerônimo

O líder do PSD, Otto Filho, saiu emdisparada contra a ideia de emplacar o ministro Tarcísio de Freitas comocandidato no estado, classificando a manobra como um “tiro no próprio pé”. Empúblico e nos bastidores, Otto questiona a viabilidade eleitoral de Tarcísio noNordeste e insinua que a iniciativa só serve para fraturar ainda mais a base deapoio tradicional da direita baiana, um episódio que, por ironia, jogaholofotes sobre a gestão de Jerônimo Rodrigues, beneficiária direta do caosalheio.

Logo na abertura do pronunciamento, Otto Filho disse nãoacreditar “em foguete que não decola perto do mar”; em outras palavras,relembrou que as raízes políticas locais e a identificação com pautas sociaispermaneceram do lado do governador Jerônimo, cuja popularidade atingiu novospatamares após programas de infraestrutura e inclusão social. O recado nãopoupa Tarcísio, trata-se de um adversário sem lastro popular suficiente paraenfrentar o PT em solo baiano, e a direita corre o risco de oferecer umpresente de campanha ao petista.

Enquanto isso, nos corredores do Palácio de Ondina,assessores do governador celebram discretamente a trapalhada. Dizem que adesunião na chamada “terceira via” reforça a narrativa de Jerônimo como gestorsólido e articulador capaz de manter a coesão interna do seu grupo. Eaproveitam para intensificar a comunicação sobre obras de abastecimento de águae o programa de geração de renda já em execução, projetando uma imagem deestabilidade em contraponto à instabilidade da oposição.

O gesto de Otto Filho também reacende o debate sobre ofuturo político de Tarcísio no país. Questionamentos sobre sua permanência noministério e seu efetivo compromisso com a Bahia ganharam espaço até mesmo emrodas de influenciadores digitais que trafegam entre Salvador e Brasília. Afalha estratégica pode custar caro, além de corroer alianças regionais, trazrisco de desmobilizar cabos eleitorais que sonhavam em surfar na popularidadedo Governo Federal.

Esse “tiro amigo” evidencia, mais uma vez, a capacidade deJerônimo Rodrigues de transformar crises alheias em oportunidades. Fortalecidopor índices de aprovação em alta e pela articulação de bases rurais e urbanas,o governador tem diante de si o cenário ideal para consolidar o PT comoprincipal poder na Bahia, reduzindo o espaço para aventureiros de última hora.

A política baiana assiste, atônita, ao espetáculo de umadireita em queda livre, e ao mesmo tempo celebra um PT unido, preparado eseguro de que, se os adversários derem um passo em falso, Jerônimo estarápronto para ocupar cada centímetro do terreno deixado vago.

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