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Jerônimo larga o verbo e bota saúde mental na linha de frente

Jerônimo larga o verbo e bota saúde mental na linha de frente

18/09/2025 08h28 Atualizada há 12 meses atrás
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Jerônimo larga o verbo e bota saúde mental na linha de frente

Em pleno Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção dosuicídio e à valorização da vida, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) decidiuque não basta iluminar prédios e postar frases bonitas nas redes sociais. Emevento no Centro Administrativo da Bahia, ele anunciou um pacote de ações quepromete transformar a política de cuidado em política de Estado.

Com um discurso direto, Jerônimo afirmou que “saúde mentalnão é luxo, é urgência” e que o governo vai ampliar o número de Centros deAtenção Psicossocial (CAPS) no interior, reforçar equipes de atendimento nasescolas e criar um canal 24 horas para acolhimento e orientação. A medida,segundo ele, é fruto de diálogo com profissionais da saúde, movimentos sociaise familiares de vítimas.

A Bahia, que já vinha sendo referência no Nordeste emprogramas de atenção básica, agora mira um desafio ainda mais complexo que é ode enfrentar o tabu que cerca o sofrimento psíquico. “Não podemos aceitar que adepressão e a ansiedade sejam tratadas como frescura. É dever do Estadogarantir que cada baiano tenha onde buscar ajuda”, disse o governador,arrancando aplausos de servidores e representantes de entidades.

O Partido dos Trabalhadores, que governa o estado desde2007, aposta que a iniciativa vai além da pauta da saúde: é também um gestopolítico de enfrentamento à indiferença. Ao colocar o tema no centro da agenda,Jerônimo sinaliza que o cuidado com a vida é prioridade, mesmo em tempos decortes orçamentários e disputas eleitorais.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que aestratégia baiana combina prevenção, atendimento e reinserção social, algo raroem políticas públicas no Brasil. “Não é só sobre evitar mortes, é sobredevolver dignidade”, resume a psicóloga e pesquisadora Ana Paula Mendes.

Enquanto outros estados se limitam a campanhas pontuais, aBahia transforma o Setembro Amarelo em ponto de partida para um programapermanente. E, se depender do governador, o recado está dado à política docuidado não é promessa de palanque, é compromisso de governo.

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