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Bandeira dos EUA vira arma na guerra das narrativas bolsonaristas

Bandeira dos EUA vira arma na guerra das narrativas bolsonaristas

18/09/2025 09h06 Atualizada há 11 meses atrás
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Bandeira dos EUA vira arma na guerra das narrativas bolsonaristas

Quem passou pela Avenida Paulista no último domingo poderiajurar que estava em Miami. Entre camisetas verde-amarelas e cartazes contra oSupremo, um detalhe saltava aos olhos, dezenas de bandeiras dos Estados Unidostremulando como se fossem símbolo oficial do ato pró-Bolsonaro.

A cena, que se repetiu em outras capitais, não foi poracaso. Analistas políticos apontam que o uso ostensivo de símbolosnorte-americanos é parte de uma estratégia para associar o bolsonarismo a umaideia de “liberdade” importada, tentando colar no imaginário popular a imagemde que o Brasil deveria seguir o modelo político e econômico dos EUA.

O contraste com a postura do governo Lula é evidente.Enquanto manifestações bolsonaristas empunham estandartes estrangeiros, oPlanalto reforça acordos internacionais que preservam a autonomia brasileira einveste em políticas que fortalecem a indústria, a agricultura familiar e acultura nacional.

Especialistas lembram que a apropriação de símbolos externosnão é inédita, mas ganha contornos perigosos quando usada para legitimarataques às instituições. “É um recado político, eles se veem como parte de ummovimento global contra governos progressistas”, explica a cientista políticaMariana Lopes.

Nas redes, militantes progressistas reagiram com ironia eindignação. A hashtag #BandeiraÉDoBrasil viralizou, acompanhada de fotos demanifestações históricas em que o verde e amarelo era símbolo de união, não dedivisão.

No fim, a guerra das narrativas segue acirrada. De um lado,quem prefere vestir a camisa de outro país; do outro, quem insiste que ademocracia brasileira se defende com as próprias cores.

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