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Nas ruas o povo mete o pé na porta e grita “aqui não, ladrão”

Nas ruas o povo mete o pé na porta e grita “aqui não, ladrão”

21/09/2025 19h11 Atualizada há 11 meses atrás
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Nas ruas o povo mete o pé na porta e grita “aqui não, ladrão”

Brasília amanheceu cercada por grades, mas foi o som dasruas que atravessou o concreto e o tapete felpudo do Congresso Nacional. Empleno 21 de setembro, milhares de manifestantes tomaram avenidas de capitais ecidades do interior contra a chamada PEC da Blindagem, apelidada pelo povo de PECda Bandidagem.

O clima era de indignação, mas também de festa cívica.Bandeiras vermelhas, cartazes improvisados e palavras de ordem se misturavam aobatuque de tambores. Entre os grupos, militantes do Partido dos Trabalhadoresmarcavam presença com faixas que denunciavam a tentativa de transformar aConstituição em escudo para corruptos. “Não é só sobre política, é sobredignidade”, dizia Maria das Graças, professora da rede pública, que viajou 300km para protestar na capital baiana.

Enquanto isso, no plenário, deputados favoráveis à PECtentavam acelerar a votação. Mas a pressão popular, amplificada nas redes e nasruas, começou a rachar alianças. Parlamentares antes discretos passaram aevitar entrevistas, e líderes governistas sentiram o peso da opinião pública.

Para o PT, a mobilização foi prova de que a democracia sedefende com participação popular. “O povo não aceita retrocesso. Essa PEC é umtapa na cara de quem acredita na justiça”, afirmou um deputado da bancadapetista, sob aplausos de manifestantes que acompanhavam a sessão do lado defora.

A narrativa de que a proposta serviria para “proteger omandato” caiu por terra diante das denúncias de que, na prática, blindariapolíticos de investigações e punições. A cada nova fala contrária à PEC, amultidão respondia com gritos de “não vai passar!”.

No fim do dia, o saldo era claro, o Congresso pode termicrofones, mas as ruas têm megafones. E, desta vez, o recado foi dado em altoe bom som, o Brasil não aceita que a lei seja feita para salvar quem deveriaser julgado.

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