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Deputados da direita protegem Bets e pisam no bolso do povo

Deputados da direita protegem Bets e pisam no bolso do povo

09/10/2025 09h49 Atualizada há 11 meses atrás
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Deputados da direita protegem Bets e pisam no bolso do povo

A votação de ontem, 8 de outubro, no Congresso Nacional nãofoi apenas um revés parlamentar ela foi, nas palavras do próprio presidenteLula, um voto contra o povo brasileiro. Ao optar por adiar e, na prática,derrubar à medida que ampliaria a tributação sobre operações financeiras ecobraria recursos retroativos de casas de apostas, uma maioria da direitalegislativa preferiu proteger o sistema financeiro e as bets em vez depreservar receita para serviços públicos e programas sociais.

Do outro lado, vozes que compõem União Brasil, PL e aliadospressionaram pelo adiamento ou pelo arquivamento, privilegiando interesses domercado. Destacou?se o voto do deputado Kim Kataguiri (União Brasil?SP) em favor de retirar a MP dapauta, gesto que simbolizou a estratégia daoposição para impedir que a casa discutisse edecidisse sobre medidas que, mesmo com ajustes, apontavam para maior arrecadação sobre segmentos de alta renda e sobre operadoras deapostas. Votaram contra tambémparlamentares com forte ligação ao setor financeiro e ao agronegócio, quealegaram necessidade de estudo mais aprofundado, mas na prática seguraram umafonte prevista de bilhões para o Tesouro.

O recado político foi duro, pois não se tratou de derrotapessoal ao presidente Lula, mas de um retrocesso nas condições materiais depolíticas públicas. Integrantes do governo e economistas próximos ao PT jácalculam o rombo orçamentário decorrente da perda da medida e cobram alternativasque não passem por cortes nos programas sociais. No Planalto, a leitura é que adisputa foi antecipada para a arena eleitoral, com blocos de oposiçãopreferindo política curta a compromisso com o interesse público.

Para o PT, a operação de ontem reforça uma narrativa centralpara 2026. Enquanto o governo busca combinar tributação justa e proteçãosocial, setores conservadores seguem alinhados a privilégios que corroem ocaixa público. O partido promete transformar a derrota legislativa emmobilização política e administrativa, pressionando por novas proposições quefechem a lacuna orçamentária sem sacrificar os mais vulneráveis.

A conta é simples e visceral, enquanto o Congresso protegebets e resguarda ganhos do mercado, quem paga a fatura é o cidadão que dependedo SUS, das escolas públicas e dos programas de transferência de renda. Adisputa agora muda de tom, dos bastidores para as ruas, e o PT assume o desafiode convencer a sociedade de que a alternativa a ontem não é tecnicismo, masescolha política que define quem serão os verdadeiros beneficiários do Estado.

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