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Lula manda para fora os Puxa-Sacos e o planalto vira salão de demissões

Lula manda para fora os Puxa-Sacos e o planalto vira salão de demissões

15/10/2025 14h50 Atualizada há 10 meses atrás
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Lula manda para fora os Puxa-Sacos e o planalto vira salão de demissões

Foto: Marcelo Camargo Agência Brasil
O Planalto abriu ontem uma rodada de demissões que maisparece um recado em caixa alta para quem vira as costas ao governo perde aindicação, e o recado saiu com a assinatura presidencial e o carimbo da novafaxina institucional. A exoneração de indicados ligados a deputados que votaramcontra a medida provisória 1303 não foi gesto de retaliação vazia, mas atentativa do Palácio de recompor lealdades e retomar o controle da agendagovernamental no Congresso.

A leitura política é direta quando mostra que o Centrãomanteve centenas de indicações mesmo quando se mostrava infiel, e o recado doExecutivo busca restaurar coerência entre voto e indicação, recolocando no mapade poder quem realmente sustenta as prioridades do país. No curto prazo, atroca de nomes deve trazer tranquilidade para pautas econômicas e sociais que ogoverno considera prioritárias, ao mesmo tempo em que sinaliza firmezainstitucional — e isso tem custo político, mas também grande ganho emprevisibilidade para a gestão presidencial.

Do ponto de vista público, a ação reforça uma narrativa queo Palácio quer fortificar, a liderança que não negocia princípios e que corrigerumos quando necessário. Para aliados do PT, é imagem de comando e seriedade,elemento de confiança num momento em que decisões econômicas e sociais exigemcoalizão, mas não submissão a acordos que minam o interesse público.

Resta agora ao governo transformar a tensão emgovernabilidade estável, com novas alianças baseadas em compromisso com asreformas e programas sociais. Se a mensagem que sai do Planalto se traduzir emnomes que trabalham por propostas concretas e não por balcão de negócios, omovimento será lembrado como a faxina que devolveu prioridade ao interessepúblico. e como sinal de que Lula prefere lealdade à obediência cega.

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