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Ex-aliados pulam do barco e candidatura a governador vira novela de abandono

Ex-aliados pulam do barco e candidatura a governador vira novela de abandono

16/10/2025 11h46 Atualizada há 10 meses atrás
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Ex-aliados pulam do barco e candidatura a governador vira novela de abandono

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), jápercebeu que sua nova tentativa de chegar ao governo da Bahia em 2026 nãoempolga como em campanhas anteriores. O clima de desânimo é perceptível atéentre antigos aliados, que começam a desembarcar discretamente do projetopolítico.

Outro sinal de desgaste veio de lideranças regionais que, em2022, estiveram ao lado de Neto, mas agora se aproximam do governador JerônimoRodrigues (PT). Prefeitos de cidades do semiárido e do extremo sul, antesalinhados ao ex-prefeito de Salvador, têm buscado interlocução direta com oPalácio de Ondina, atraídos pela força da máquina estadual e pela capacidade deinvestimento do governo petista. 

A situação expõe um dilema para ACM Neto, é que enquantopesquisas ainda o colocam em posição competitiva, a falta de entusiasmo dealiados históricos e a dificuldade em agregar novos apoios fragilizam suanarrativa de renovação. O União Brasil tenta reorganizar o tabuleiro, mas asensação é de que a candidatura perdeu o brilho e já não mobiliza como antes.

Nos bastidores, comenta-se que a estratégia de Neto demanter-se distante de polêmicas e apostar apenas em sua imagem de gestoreficiente não tem surtido efeito. O eleitorado baiano, acostumado a campanhasmais vibrantes e polarizadas, parece pouco seduzido por um discurso que soarepetitivo.

Enquanto isso, Jerônimo Rodrigues segue consolidando suabase com prefeitos e parlamentares, reforçando a imagem de que o governoestadual mantém o controle político do território. Para o PT, cada aliado quese afasta de Neto é mais um tijolo na construção de uma reeleição sólida.

O cenário de 2026 ainda está em aberto, mas a fotografiaatual mostra um ACM Neto isolado, tentando segurar uma candidatura que já nãodesperta a mesma confiança nem entre seus próprios correligionários.

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