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O julgamento de Bolsonaro no STF e o medo dos “lobos solitários”

O julgamento de Bolsonaro no STF e o medo dos “lobos solitários”

21/10/2025 19h41 Atualizada há 10 meses atrás
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O julgamento de Bolsonaro no STF e o medo dos “lobos solitários”

Brasília amanheceu em alerta máximo. O julgamento doex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, marcado para estasemana, mobilizou não apenas ministros e advogados, mas também um aparato desegurança sem precedentes. O receio não é apenas de manifestações organizadas,mas da ação imprevisível de indivíduos isolados, os chamados “lobossolitários”, que preocupam autoridades desde os episódios de violência políticaregistrados nos últimos anos.

O julgamento em curso trata da suposta participação deBolsonaro em uma trama para desacreditar o processo eleitoral e incentivar atosgolpistas. A acusação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, sustentaque o ex-presidente ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao incitarataques contra as instituições democráticas. A defesa, por sua vez, insiste natese de perseguição política e questiona a competência do Supremo para julgar ocaso.

Enquanto os advogados trocam argumentos, o clima fora dotribunal é de tensão. A CartaCapital noticiou que o esquema de segurança prevêa atuação conjunta de forças locais e federais, com foco em identificarpossíveis ações individuais que escapem ao radar das manifestações coletivas. Apreocupação é que pequenos grupos ou pessoas isoladas tentem repetir atos deviolência semelhantes aos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos TrêsPoderes foram invadidas.

O Supremo, por sua vez, busca reafirmar sua autoridadeinstitucional. Para os ministros, o julgamento é mais do que a análise decondutas individuais. Trata-se de um recado claro de que a democraciabrasileira não tolerará aventuras autoritárias. A expectativa é de que adecisão, qualquer que seja o resultado, seja acompanhada de perto pororganismos internacionais atentos à estabilidade política do país.

No entorno da Praça dos Três Poderes, o clima é devigilância constante. Policiais militares circulam em viaturas, dronessobrevoam a região e barreiras físicas delimitam o acesso de manifestantes. Ogoverno do Distrito Federal informou que a prioridade é evitar confrontos egarantir que o julgamento ocorra sem incidentes. A estratégia é clara,neutralizar riscos antes que eles se transformem em tragédias.

O processo contra Bolsonaro simboliza um divisor de águas.Se por um lado expõe as fragilidades de um sistema político ainda marcado pelapolarização, por outro reafirma a capacidade das instituições de responder aataques contra a ordem constitucional. O temor dos “lobos solitários” é real,mas a mensagem que Brasília tenta transmitir é de que a democracia, apesar dasameaças, permanece de pé.

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