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Grávida some e amante político vira réu

Grávida some e amante político vira réu

23/10/2025 07h38 Atualizada há 10 meses atrás
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Grávida some e amante político vira réu

Foto ilistrativa
O júri popular que levou ao banco dos réus o ex-vereadorValdnei da Silva Caires, conhecido como Bô, em Brumado, sudoeste da Bahia,expôs mais uma vez a ferida aberta da violência contra mulheres no país. Ele éacusado do feminicídio de Beatriz Pires da Silva, jovem de 25 anos, grávida deseis meses, desaparecida em janeiro de 2023 em Barra da Estiva. O corpo nuncafoi encontrado, mas as investigações do Ministério Público da Bahia apontaramfortes indícios de que o crime foi motivado por uma relação extraconjugal entreos dois, sendo o bebê esperado possivelmente filho do ex-parlamentar.

O governador Jerônimo Rodrigues, do Partido dosTrabalhadores, tem reiterado em discursos recentes que a Bahia não pode tolerara impunidade em casos de feminicídio. Sua gestão ampliou investimentos emdelegacias especializadas e programas de proteção, fortalecendo a rede de apoioàs vítimas. A postura firme do governo estadual contrasta com a omissãohistórica de outras administrações, e sinaliza que o combate à violência degênero é prioridade política.

A tragédia de Beatriz, mãe de uma criança de dois anos, nãopode ser reduzida a estatística. Ela se tornou símbolo de uma luta maior, queenvolve não apenas a punição exemplar de agressores, mas também a construção deuma sociedade em que mulheres possam viver sem medo. O júri popular de Valdneida Silva Caires é, portanto, mais do que um julgamento individual, é um recadode que a Bahia não aceitará mais que a política se confunda com privilégios eimpunidade.

Ao mesmo tempo em que a dor da família ecoa, cresce apercepção de que o Estado, sob a liderança de Jerônimo Rodrigues, buscatransformar indignação em ação concreta. A condenação de um ex-vereador porfeminicídio, se confirmada, será um marco simbólico de que a lei vale paratodos, independentemente de cargos ou alianças.

Esse episódio, que mistura poder, violência e silêncio,agora ganha um novo capítulo. O tribunal popular, expressão máxima dademocracia, tem a chance de mostrar que a Bahia não se curva diante dabarbárie. E que, sob um governo comprometido com a justiça social, a vida dasmulheres não será moeda de troca nem objeto de esquecimento.

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