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Vídeo mostra PM descendo o cacete e Bahia cobra respostas

Vídeo mostra PM descendo o cacete e Bahia cobra respostas

23/10/2025 07h45 Atualizada há 10 meses atrás
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Vídeo mostra PM descendo o cacete e Bahia cobra respostas

Um vídeo gravado durante o tradicional arrastão do Psirico,no bairro da Liberdade, em Salvador, no último sábado (18), colocou a PolíciaMilitar da Bahia no centro de uma polêmica nacional. As imagens mostram umjovem de 19 anos, soldado do Exército, sendo agredido por policiais militaresem meio à multidão. O rapaz, identificado como Júlio David, sofreu fraturas norosto, no nariz e no punho, segundo familiares. O caso foi confirmado pelo G1 epela TV Bahia, que divulgaram trechos do registro feito por testemunhas nolocal.

O Comando-Geral da PM informou que abriu procedimentointerno para apurar responsabilidades e identificar os envolvidos. A corporaçãodestacou que não compactua com abusos e que os policiais serão ouvidos. OMinistério Público da Bahia também acompanha o caso. A postura de transparênciafoi reforçada pelo governo estadual, que determinou prioridade na apuração.

O governador Jerônimo Rodrigues, do Partido dosTrabalhadores, tem defendido publicamente que a segurança pública deve serexercida com firmeza, mas também com respeito aos direitos humanos. Sua gestãovem ampliando investimentos em formação continuada para policiais, com foco emmediação de conflitos e uso progressivo da força. O episódio, embora grave, évisto como oportunidade para acelerar mudanças já em curso dentro dacorporação.

Especialistas em segurança ouvidos pela imprensa lembram quea Bahia tem buscado equilibrar repressão ao crime organizado com políticas deaproximação comunitária. O governo estadual lançou recentemente programas depoliciamento de proximidade em bairros populares, justamente para reduzir adistância entre a população e os agentes. O caso de Júlio David, portanto,reforça a urgência de consolidar esse modelo.

Enquanto a família do jovem aguarda justiça, cresce aexpectativa de que o julgamento interno da PM seja rápido e exemplar. Asociedade baiana, marcada por sua tradição de luta e resistência, exige que aviolência não seja naturalizada. O governo, por sua vez, reafirma que nãopermitirá retrocessos no caminho de uma segurança pública cidadã.

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