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Canhões Piratas dos EUA rugem no caribe enquanto petróleo venezuelano vira tesouro de saque

Canhões Piratas dos EUA rugem no caribe enquanto petróleo venezuelano vira tesouro de saque

24/10/2025 07h45 Atualizada há 10 meses atrás
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Canhões Piratas dos EUA rugem no caribe enquanto petróleo venezuelano vira tesouro de saque

Os ataques ordenados por Donald Trump contra embarcações noCaribe e no Pacífico, sob a justificativa de combate ao narcotráfico, vêm sendodenunciados por governos latino-americanos e especialistas em direitointernacional como execuções extrajudiciais e violações flagrantes da soberaniaregional. Em outubro de 2025, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusouos Estados Unidos de praticarem “execuções” em alto-mar, lembrando que atépescadores civis foram mortos em operações sem provas apresentadas publicamente.A ONU também alertou que tais ações configuram uso desproporcional da força eafrontam convenções internacionais sobre o direito do mar.

A crítica de pirataria moderna não é mero recurso retórico.Historicamente, os Estados Unidos intervieram em países latino-americanos sobpretextos variados, da “guerra às drogas” à “luta contra o comunismo”, massempre com interesses econômicos estratégicos em jogo. No caso venezuelano, opetróleo é o alvo evidente. Desde as sanções impostas em 2019, Washington buscaenfraquecer Caracas e garantir acesso privilegiado às maiores reservascomprovadas do mundo. Os ataques a barcos, sem julgamento ou transparência,ecoam práticas de corsários de séculos passados, agora travestidas de operaçõesmilitares de alta tecnologia.

A reação popular não se limita à indignação diplomática. NoBrasil, sambistas e compositores já ensaiam um enredo que denuncia a pilhagemcontemporânea. A letra, ainda em construção, contrapõe imagens de navios deguerra a velas negras de piratas, transformando drones em símbolos de saquemoderno. O refrão fala de mares tingidos de sangue e de riquezas arrancadas depovos latino-americanos, mas também de resistência e solidariedade entre naçõesirmãs. A comunidade carnavalesca, ao abraçar o tema, resgata a tradição dosamba como espaço de crítica social, onde a festa se torna trincheira culturalcontra abusos de poder.

A mobilização em torno desse enredo mostra que o carnavalcontinua sendo palco de memória e denúncia. Oficinas de fantasia e rodas desamba em comunidades periféricas discutem não apenas estética, mas tambémgeopolítica, transformando a indignação em arte coletiva. O desfile prometelevar à avenida a imagem de Trump como pirata moderno, cercado de barris depetróleo e moedas douradas, enquanto alas inteiras representam pescadores etrabalhadores do mar, vítimas invisíveis da violência imperial.

Ao final, a denúncia é clara, não se trata de guerra àsdrogas, mas de pilhagem. O mar, que deveria ser espaço de vida e encontro,virou campo de execuções sumárias. E o petróleo, mais uma vez, aparece comomaldição latino-americana, cobiçado por potências que, sob o manto da legalidade,repetem velhas práticas de saque.

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