A defesa da influenciadora, por outro lado, sustenta queMelissa é vítima de perseguição e que sua prisão representa um retrocesso nodebate sobre descriminalização da maconha. Em declarações à imprensa, ela negouenvolvimento com o tráfico e afirmou ser apenas usuária, reforçando que“ninguém deveria ser preso por fumar maconha”. O discurso, embora alinhado apautas de movimentos sociais, não impediu que a Justiça decretasse sua prisãopreventiva, diante do conjunto de provas apresentadas pela Polícia Civil.
O episódio expõe um dilema contemporâneo que é, até queponto a imagem construída nas redes sociais pode ser confundida com poderpolítico e econômico? A ascensão meteórica de Melissa Said, que transformoucurtidas em capital simbólico, agora se choca com a realidade dura do sistemapenal. A prisão da influenciadora mostra que, na Bahia de 2025, a fronteiraentre fama digital e crime organizado é mais tênue do que muitos imaginavam.
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