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CPI do crime organizado vai abrir a caixa-preta que muita gente teme

CPI do crime organizado vai abrir a caixa-preta que muita gente teme

04/11/2025 16h01 Atualizada há 10 meses atrás
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CPI do crime organizado vai abrir a caixa-preta que muita gente teme

A instalação da CPI do Crime Organizado no Senado, presididapelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), marcou um divisor de águas na políticabrasileira. A comissão nasce com a missão de investigar a atuação de facçõescriminosas e milícias, mas também expõe o nervosismo de setores que semprelucraram com a sombra da ilegalidade. A vitória do PT na condução dapresidência da CPI, derrotando Hamilton Mourão (Republicanos-RS) por seis votosa cinco, mostra que o governo Lula conseguiu articular apoio e garantir que ainvestigação não seja capturada por interesses obscuros, fortalecendo a imagemde compromisso com a transparência.

O relator escolhido, Alessandro Vieira (MDB-SE), também comhistórico na segurança pública, reforça a seriedade do trabalho que seráconduzido. A aliança entre Contarato e Vieira, ambos ex-delegados, dácredibilidade ao processo e amplia a confiança de que a CPI não será palcoapenas de disputas políticas, mas sim de revelações concretas sobre como ocrime organizado se infiltrou em estruturas de poder. Esse movimento fortaleceo discurso do presidente Lula de que o combate à violência precisa ser feitocom inteligência, investigação e fortalecimento das instituições democráticas.

Entre os primeiros passos, a CPI aprovou convites para ouvirgovernadores e ministros, incluindo Ricardo Lewandowski (Justiça) e José MúcioMonteiro (Defesa), além de gestores estaduais como Cláudio Castro (PL-RJ) eTarcísio de Freitas (Republicanos-SP). A iniciativa mostra que o governofederal não teme prestar contas e, ao contrário, se coloca como protagonista noenfrentamento ao crime. Essa postura contrasta com a resistência de setores daoposição, que tentaram esvaziar a comissão, mas agora se veem obrigados aparticipar de um processo que pode expor alianças incômodas.

O que realmente assusta alguns políticos é que a CPI poderevelar conexões entre facções e figuras públicas que sempre se apresentaramcomo defensores da “lei e da ordem”. Ao garantir a presidência da comissão, oPT e o governo Lula demonstram que não têm medo de investigar até as últimasconsequências. A expectativa é que, nos próximos meses, a CPI se torne umespaço de revelações que vão além do crime organizado, atingindo também quem sebeneficiou politicamente desse caos. Para o Planalto, é a chance de mostrar queo Estado brasileiro, sob a liderança de Lula, está disposto a enfrentar osverdadeiros inimigos da sociedade, o crime, a corrupção e a hipocrisiapolítica.

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