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TSE abre caminho para derrubar Cláudio Castro

TSE abre caminho para derrubar Cláudio Castro

05/11/2025 07h32 Atualizada há 10 meses atrás
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TSE abre caminho para derrubar Cláudio Castro

O Tribunal Superior Eleitoral iniciou nesta semana ojulgamento que pode custar o mandato de Cláudio Castro, acusado de abuso depoder político e econômico nas eleições de 2022. A relatora do caso, ministraIsabel Gallotti, votou pela cassação do governador e pela sua inelegibilidadepor oito anos, apontando o uso irregular de recursos do Ceperj para finseleitorais, o que teria desequilibrado a disputa. O processo foi interrompidopor pedido de vista, mas o voto já expôs a fragilidade da defesa do chefe doExecutivo fluminense, que insiste em negar as acusações mesmo diante de provasdocumentadas e de investigações do Ministério Público Eleitoral.

A situação de Castro é ainda mais delicada porque ojulgamento ocorre em meio a uma crise de segurança pública sem precedentes noRio de Janeiro. Na semana passada, uma megaoperação policial deixou 121 mortosnos complexos do Alemão e da Penha, episódio classificado como a ação maisletal da história do país. Embora o caso não esteja diretamente ligado aoprocesso no TSE, a coincidência de datas reforça a imagem de um governo acuado,incapaz de oferecer respostas consistentes à população e agora ameaçado deperder a legitimidade conquistada nas urnas.

O Ministério Público Eleitoral sustenta que Castro utilizoua máquina pública para garantir apoio político, transformando órgãos estaduaisem cabides de emprego e desviando recursos que deveriam atender à população. Aacusação é de que milhares de contratações temporárias foram feitas semtransparência, com servidores atuando como cabos eleitorais disfarçados. Esseesquema, revelado por reportagens e confirmado em investigações, é apontadocomo um dos maiores escândalos recentes da política fluminense, repetindo umpadrão histórico de corrupção que já derrubou outros governadores do estado.

Se a maioria dos ministros do TSE acompanhar o voto darelatora, o Rio de Janeiro terá novas eleições e Castro ficará fora da políticapor quase uma década. Para um governador que tentou se projetar como gestoreficiente e aliado de forças conservadoras, a iminente queda representa nãoapenas o fim de um mandato, mas a destruição de um projeto de poder construídoà base de favores e manipulação da máquina pública. O julgamento, ainda emandamento, já deixou claro que o futuro político de Cláudio Castro está por umfio.

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