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Lula bate na mesa em Belém pede coragem ou o planeta vira cinza

Lula bate na mesa em Belém pede coragem ou o planeta vira cinza

07/11/2025 12h52 Atualizada há 10 meses atrás
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Lula bate na mesa em Belém pede coragem ou o planeta vira cinza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu nestaquinta-feira, 6 de novembro de 2025, a cúpula pré-COP30 em Belém com umdiscurso que mexeu com a plateia internacional. Diante de líderes mundiais,Lula lembrou que a Convenção do Clima nasceu no Brasil há mais de três décadase agora retorna ao coração da Amazônia, símbolo maior da luta ambiental. Eledestacou que não basta repetir promessas, é preciso coragem para enfrentar osinteresses econômicos que ainda sustentam a destruição da floresta e o avanço dasemissões. A fala foi recebida como um chamado direto à ação, colocando o Brasilno centro da diplomacia climática global.

Ao enfatizar que a Amazônia não é apenas patrimôniobrasileiro, mas um bem da humanidade, Lula reforçou a necessidade decompromissos concretos e mensuráveis. O presidente defendeu que países ricosassumam responsabilidades proporcionais ao impacto histórico de suas emissões,enquanto nações em desenvolvimento precisam de apoio financeiro e tecnológicopara avançar em transições energéticas. Essa postura firme reposiciona o Brasilcomo articulador de consensos, mas também como voz que exige justiça climática,sem se curvar a discursos vazios.

O evento em Belém, que antecede a COP30 oficial marcada paraos próximos dias, foi pensado como ensaio político e diplomático. Lulaaproveitou para mostrar que o Brasil não apenas sediará a conferência, maspretende liderar o debate com propostas de financiamento inovador, como o Fundode Florestas Tropicais, e com políticas internas de combate ao desmatamento. Amensagem foi clara, o país quer ser protagonista e não espectador, e a Amazôniaserá palco de compromissos que podem redefinir a agenda ambiental mundial.

Com esse discurso, Lula reafirma sua imagem de estadistacapaz de transformar pautas ambientais em política de Estado e em estratégiainternacional. Ao chamar líderes à coragem, ele não apenas defendeu a floresta,mas também lançou um desafio político e quem não agir agora será lembrado comocúmplice da catástrofe climática. Belém, nesse momento, deixou de ser apenasuma cidade da Amazônia e se tornou símbolo de esperança e pressão global.

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