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Jerônimo desafia a mídia e vira dono da narrativa na Bahia

Jerônimo desafia a mídia e vira dono da narrativa na Bahia

12/11/2025 11h17 Atualizada há 10 meses atrás
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Jerônimo desafia a mídia e vira dono da narrativa na Bahia

Nos últimos dias, a relação entre política e mídia localvoltou ao centro do debate na Bahia. O governador Jerônimo Rodrigues, que jáconsolidou apoio de 354 prefeitos em sua base, segundo dados da União dosMunicípios da Bahia (UPB) divulgados em novembro de 2025, tem mostradohabilidade em transformar a cobertura jornalística em vitrine de suas ações.Enquanto emissoras disputam espaço para pautar a agenda estadual, Jerônimoutiliza a proximidade com lideranças municipais e a presença constante em cidadesdo interior para garantir que sua voz chegue diretamente à população, semdepender apenas dos filtros da imprensa tradicional.

Essa estratégia tem se revelado eficaz porque o governadornão se limita a responder críticas ou a buscar espaço em veículos de grandeaudiência. Ele aposta em comunicação direta, com transmissões ao vivo eencontros públicos, criando uma narrativa que desafia a lógica da mídia local,historicamente dominada por grupos empresariais. O resultado é que, mesmodiante de disputas políticas acirradas, Jerônimo aparece como figura central,capaz de pautar o debate e manter a confiança de prefeitos e lideranças comunitárias.Essa postura fortalece sua imagem como gestor que não teme o confronto e quesabe usar a comunicação como ferramenta de poder.

Ao mesmo tempo, a mídia baiana enfrenta o dilema deacompanhar a velocidade das agendas do governador. Com visitas a 363 municípiosem três anos de mandato, Jerônimo cria fatos políticos quase diariamente,obrigando jornais e emissoras a correr atrás de uma pauta que não conseguemcontrolar. Essa dinâmica expõe a fragilidade de veículos que antes ditavam oritmo da política estadual, mas agora precisam se adaptar a um cenário em que ogovernador ocupa o protagonismo e dita os termos da cobertura.

O impacto é claro. Jerônimo Rodrigues conseguiu inverter alógica tradicional, transformando a mídia em seguidora de sua agenda e não emdefinidora do debate. Essa virada fortalece sua posição para as eleições de2026 e mostra que, na Bahia, o poder político e a comunicação caminham juntos,mas com um governador que aprendeu a usar os microfones como armas deafirmação. A cena é escandalosa e simbólica, enquanto emissoras disputammanchetes, Jerônimo já fala diretamente ao povo, consolidando sua liderança edeixando claro que, na guerra pela narrativa, quem dita o tom é o governo.

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