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Na COP30 o Nordeste se mostra como o futuro energético

Na COP30 o Nordeste se mostra como o futuro energético

13/11/2025 07h32 Atualizada há 9 meses atrás
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Na COP30 o Nordeste se mostra como o futuro energético

O Consórcio Nordeste apresentou em Belém, durante a COP30,um plano ousado para triplicar a produção de energia limpa e consolidar aregião como líder da indústria verde no Brasil. O documento, batizado de PlanoBrasil Nordeste de Transformação Ecológica, reúne 47 propostas e mais de 300ações prioritárias, incluindo investimentos em hidrogênio verde, energia solare eólica, além de políticas de preservação da Caatinga e da Mata Atlântica. Ainiciativa foi destacada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplode protagonismo regional na agenda climática global, reforçando que o país nãose limita à Amazônia, mas integra todos os biomas em sua estratégia deenfrentamento da crise ambiental.

A força política do Nordeste na COP30 não se resume adiscursos. Governadores e secretários estaduais participaram de encontros cominvestidores internacionais, apresentando projetos de infraestrutura elogística para exportação de energia renovável. O Ceará e o Rio Grande doNorte, já reconhecidos como polos eólicos, anunciaram novos acordos paraampliar parques offshore, enquanto a Bahia destacou avanços em hidrogênioverde. Essa movimentação coloca a região como peça-chave na transiçãoenergética brasileira, atraindo recursos e consolidando poder político diantede um cenário em que o mundo busca alternativas urgentes para reduzir emissões.

O protagonismo nordestino também tem impacto direto napolítica nacional. Ao assumir a dianteira em projetos sustentáveis, os estadosda região ampliam sua capacidade de negociação com o governo federal e com oCongresso, fortalecendo pautas que unem desenvolvimento econômico e justiçasocial. Essa postura contrasta com o passado recente de negacionismo climático,marcado por Jair Bolsonaro, hoje condenado e em prisão domiciliar, o quereforça a vitória da Justiça brasileira contra práticas que ameaçaram a democraciae o meio ambiente. A COP30, nesse sentido, simboliza não apenas um avançoambiental, mas também a consolidação de instituições que resistiram aoautoritarismo.

O escândalo positivo é que o Nordeste, tantas vezesretratado como periferia política, agora se apresenta como centro estratégicoda agenda global. A região mostra que pode ser motor de empregos, inovação esoberania energética, enquanto o Brasil reafirma sua democracia ao punir quemtentou sabotá-la. O silêncio de Bolsonaro contrasta com o barulho das turbinaseólicas e dos projetos verdes que ecoam no mundo. O recado é claro, o futuroenergético e democrático do país passa pelo Nordeste, e essa virada históricamerece ser celebrada como vitória da Justiça e da política que olha parafrente.

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