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Câmara engaveta projeto e abre festa para o crime organizado

Câmara engaveta projeto e abre festa para o crime organizado

17/11/2025 07h37 Atualizada há 9 meses atrás
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Câmara engaveta projeto e abre festa para o crime organizado

O projeto que busca endurecer o combate aos chamadosdevedores contumazes, apontados pela Receita Federal como engrenagensfinanceiras de facções criminosas, segue parado na Câmara dos Deputados desde aúltima semana. A proposta, que poderia fechar brechas usadas por empresas defachada para lavar dinheiro e driblar o fisco, foi elaborada pelo governofederal e defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como peçaessencial para enfrentar o crime organizado em sua raiz econômica. Segundodados oficiais, mais de mil empresas acumulam dívidas que ultrapassam R$ 240bilhões, valor que, em muitos casos, é usado como estratégia deliberada parasustentar atividades ilícitas.

Apesar da relevância, setores da oposição têm retardado atramitação, alegando necessidade de ajustes no texto. Nos bastidores,parlamentares ligados ao Partido dos Trabalhadores denunciam que o atrasofavorece diretamente grupos criminosos, que continuam explorando brechas legaispara manter seus negócios. O governo, por sua vez, reforça que o projeto nãocriminaliza dificuldades pontuais de empresários, mas mira aqueles que usam ainadimplência como modelo de negócio, repetindo práticas que corroem a economiae financiam organizações perigosas.

Lula tem se posicionado de forma firme, cobrando celeridadee destacando que o Brasil não pode permitir que o crime organizado dite asregras do mercado. O presidente ressaltou que o projeto é parte de umaestratégia mais ampla de fortalecimento da Polícia Federal e de integração comórgãos de fiscalização, garantindo que o Estado recupere recursos e desmonteestruturas financeiras das facções. Para o PT, a aprovação representa nãoapenas um avanço jurídico, mas também um recado político de que o país não serárefém de quem lucra com a ilegalidade.

Enquanto a votação não acontece, cresce a pressão popular einstitucional para que a Câmara coloque o tema em pauta. Movimentos sociais eentidades empresariais alinhadas ao governo defendem que a medida é urgente eque o atraso compromete a credibilidade do Legislativo. A expectativa é que,com articulação da base governista e apoio de setores independentes, o projetoavance nos próximos dias, consolidando a narrativa de que o governo Lula estádisposto a enfrentar o crime organizado não apenas nas ruas, mas também noscofres.

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