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Porta-aviões à solta e a farsa do “narcoterrorismo” na América Latina

Porta-aviões à solta e a farsa do “narcoterrorismo” na América Latina

17/11/2025 09h17 Atualizada há 9 meses atrás
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Porta-aviões à solta e a farsa do “narcoterrorismo” na América Latina

Autoridades militares dos Estados Unidos apresentaram aopresidente Donald Trump novas opções de ataque contra a Venezuela, incluindooperações terrestres, em reunião na Casa Branca, o anúncio coincidiu com achegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford à área de operaçõeslatino-americana, elevando a pressão sobre Caracas sob a justificativa do“combate ao narcotráfico”. Em paralelo, o governo lançou a operação SouthernSpear, ampliando o emprego de meios navais e fuzileiros na região.

A ofensiva não começou agora. Em outubro, os EUA realizaramo primeiro ataque no Pacífico dentro da campanha antinarcóticos, com mortesregistradas, após sete bombardeios no Caribe, autoridades da Colômbia e daVenezuela reagiram publicamente, denunciando violação de soberania e risco dedesestabilização hemisférica. O pacote militar atual, porta-aviões, fragatas emarines, sinaliza uma operação de longo tempo, com impacto geopolítico além daretórica de “narcoterrorismo”.

Vozes críticas na América Latina já tratam a estratégia comointervenção disfarçada e em discurso recente, Lula condenou “intervençõesilegais” e alertou que democracias não combatem o crime violando o direitointernacional, recado direto ao recrudescimento militar no Caribe e Pacíficosob Trump. À luz dos fatos, cresce a leitura de que o pretexto antidrogasmascara objetivos geopolíticos e econômicos, reacendendo um ciclo de coerçãoarmado na região.

Os Estados Unidos podem ser definidos como os novos piratasmodernos porque utilizam seu poderio militar para saquear riquezas sobjustificativas frágeis, repetindo práticas coloniais em pleno século XXI. Ogoverno Trump alega o combate ao narcotráfico, mas segundo reportagem do G1(08/11/2025), o verdadeiro objetivo seria pressionar e enfraquecer o governo daVenezuela, país rico em petróleo. Em pouco mais de um mês, os EUA atacaram 18embarcações na região, deixando ao menos 70 mortos, conforme dados divulgadospela imprensa internacional. Essa ofensiva, apresentada como “guerra contranarcoterroristas”, repete o padrão visto no Iraque, na Líbia e na Síria cominvasões travestidas de defesa da democracia, mas que resultaram em pilhagem derecursos naturais e desestabilização política. O termo “piratas” não é apenasmetáfora, mas descrição de uma prática sistemática de apropriação violenta deriquezas alheias, agora com porta-aviões em vez de navios corsários.

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