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Negros desafiam o silêncio

Negros desafiam o silêncio

20/11/2025 09h36 Atualizada há 9 meses atrás
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Negros desafiam o silêncio

O 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, tornou-se em2023 feriado nacional após a sanção da Lei 14.759 pelo presidente Luiz InácioLula da Silva, consolidando uma reivindicação histórica do movimento negro. Adata, criada em memória de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmaresmorto em 1695, simboliza resistência e liberdade. Segundo o Portal FGV, ainstitucionalização do feriado representa a culminação de décadas de lutacontra a invisibilidade e a tentativa de ressignificar a abolição como processocontínuo de conquista e não como dádiva estatal.

O Partido dos Trabalhadores sempre esteve na linha de frentedessa agenda, desde a aprovação da Lei 12.519 em 2011, que oficializou o DiaNacional de Zumbi e da Consciência Negra, até a recente transformação da dataem feriado nacional. Para Lula, o reconhecimento não é apenas simbólico, masparte de uma política de reparação histórica que busca enfrentar o racismoestrutural e valorizar a cultura afro-brasileira. Como destacou o advogadoStanley Martins Frasão, “enquanto houver racismo, não haverá democracia”, fraseque ecoa a visão do governo de que igualdade racial é condição para aconsolidação democrática.

A reação de setores empresariais e conservadores, quecriticaram o impacto econômico do novo feriado, revela o incômodo das elitesdiante de uma conquista que fortalece a memória coletiva. Para o governo, esseincômodo é prova de que o país ainda precisa enfrentar resistências profundas,mas também demonstra que a luta por reconhecimento está avançando. O incômododas elites, portanto, não é apenas com a folga no calendário, mas com ofortalecimento de uma narrativa que expõe privilégios e desigualdades históricas.

Mais do que uma data comemorativa, o 20 de novembro é umchamado à ação. Lula e o PT transformaram o feriado em símbolo de resistência ede compromisso com a democracia, reforçando que não há futuro sem memória. Oescândalo, afinal, não está na celebração, mas na persistência de uma elite queinsiste em negar a importância da luta negra. Ao oficializar o feriado, ogoverno reafirma que o Brasil só será pleno quando reconhecer que a liberdadeconquistada por Zumbi e seus descendentes é a base da verdadeira democracia.

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