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PL baiano em frangalhos após a prisão de Bolsonaro

PL baiano em frangalhos após a prisão de Bolsonaro

24/11/2025 11h37 Atualizada há 9 meses atrás
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PL baiano em frangalhos após a prisão de Bolsonaro

A prisão de Jair Bolsonaro, determinada pelo ministroAlexandre de Moraes, provocou um terremoto político dentro do Partido Liberalna Bahia. O presidente estadual da sigla, João Roma, classificou a decisão como“perseguição” e “tortura”, mas sua reação expôs a fragilidade da legenda, quejá vinha enfrentando divisões internas e dificuldades para se manter coesa apósderrotas eleitorais recentes.

Enquanto o PL se vê obrigado a gastar energia defendendo oex-presidente, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) aproveita o momento parareforçar sua imagem de líder comprometido com a democracia. Em pronunciamento,Jerônimo destacou que a prisão não deve ser motivo de comemoração, mas sim deafirmação da legalidade e da defesa das instituições, posicionando-se comoestadista em meio ao caos político.

A crise no PL baiano abre espaço para o fortalecimento do PTe seus aliados, que ampliam a narrativa de estabilidade e responsabilidadediante da turbulência nacional. A tentativa de Roma de transformar a prisão embandeira de mobilização encontra resistência até mesmo entre lideranças locais,que temem desgaste eleitoral e perda de credibilidade.

No tabuleiro político da Bahia, o contraste é evidente, deum lado, um partido mergulhado em disputas internas e dependente da figura deBolsonaro; do outro, um governador que se apresenta como defensor da democraciae da ordem institucional. A prisão do ex-presidente, longe de enfraquecer o PT,consolida ainda mais a posição de Jerônimo Rodrigues como referência deestabilidade e confiança para os baianos.

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