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Ramagem, Eduardo e Allan viram mascotes da impunidade made in USA

Ramagem, Eduardo e Allan viram mascotes da impunidade made in USA

25/11/2025 11h40 Atualizada há 9 meses atrás
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Ramagem, Eduardo e Allan viram mascotes da impunidade made in USA

Enquanto o Brasil tenta reconstruir sua democracia após osescombros deixados por uma tentativa de golpe, três personagens centrais desseenredo sombrio decidiram cruzar fronteiras e buscar abrigo onde a justiçabrasileira não alcança, os Estados Unidos. Alexandre Ramagem, condenado porenvolvimento direto na trama golpista, declarou estar “seguro” em soloamericano e ainda afirmou ter “anuência” do governo local para permanecer nopaís. Eduardo Bolsonaro, réu por coação no curso do processo, também circulalivremente em território norte-americano, enquanto Allan dos Santos, condenadopor disseminação de fake news e ataques à democracia, faz apelos públicos aopresidente Donald Trump para interferir nos rumos da justiça brasileira.

A fuga coordenada desses três nomes não é apenas um gesto dedesespero político, mas uma afronta direta à soberania nacional. A presençadeles nos Estados Unidos, sem qualquer sinal de extradição ou cooperaçãojudicial, levanta suspeitas sobre o papel do governo americano em protegerfiguras que atentaram contra o Estado de Direito no Brasil. Ramagem chegou aafirmar que ouviu de autoridades americanas que era “bom ter um amigo seguropor lá”, frase que escancara o tratamento privilegiado dado a quem deveriaestar cumprindo pena por crimes contra a democracia.

O silêncio diplomático diante dessas evasões é ensurdecedor.Enquanto o Supremo Tribunal Federal endurece o cerco contra os golpistas, osEstados Unidos se tornam um refúgio confortável para quem deveria responder porseus atos. A falta de reciprocidade jurídica entre os países transforma oterritório americano em uma espécie de zona franca da impunidade, ondefugitivos políticos brasileiros se reinventam como vítimas e ainda tentaminfluenciar decisões internas do Brasil por meio de lobby internacional.

A permanência desses personagens nos EUA não é apenas umproblema jurídico, é um sintoma de uma doença maior, a conivência internacionalcom a desinformação e o autoritarismo. Ao abrigar figuras condenadas einvestigadas por atentarem contra a democracia, os Estados Unidos não apenasignoram tratados de cooperação, como também se colocam como cúmplices indiretosde um projeto golpista que ainda respira. O Brasil precisa reagir com firmeza,exigindo que a justiça ultrapasse fronteiras e que nenhum fugitivo se escondaatrás da cortina da diplomacia seletiva.

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