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ACM Neto voa nas asas da fraude e despenca apara 2026

ACM Neto voa nas asas da fraude e despenca apara 2026

08/12/2025 06h56 Atualizada há 9 meses atrás
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ACM Neto voa nas asas da fraude e despenca apara 2026

O episódio envolvendo ACM Neto e o uso de um helicópteroemprestado por Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master preso pela Polícia Federalna Operação Compliance Zero, expôs uma fragilidade política que ovice-presidente do União Brasil tenta esconder. A aeronave foi utilizada emagenda oficial na Bahia, apenas dois dias antes da prisão do executivo acusadode fraude bancária, e deixou claro que Neto não soube avaliar os riscos de seassociar a figuras que já estavam sob investigação. O caso ganhou repercussãonacional e colocou em xeque a credibilidade de quem ainda sonha com o Paláciode Ondina em 2026.

A proximidade com Lima, revelada pelo simples gesto deaceitar o transporte, não pode ser tratada como detalhe irrelevante. Empolítica, símbolos importam, e o voo até Conceição do Coité para participar doevento Natal Luz transformou-se em um retrato de descuido e imprudência. Neto eBruno Reis, prefeito de Salvador, apareceram sorridentes em fotos divulgadasnas redes sociais, sem imaginar que a aeronave seria manchete dias depois comopeça-chave de um escândalo financeiro. O silêncio de Neto após a prisão dosexecutivos reforçou a percepção de que prefere se esconder em vez de enfrentaras consequências de suas escolhas.

O erro estratégico é evidente, ao se deixar fotografar em umhelicóptero ligado a um banqueiro investigado, ACM Neto ofereceu munição paraadversários e críticos. A narrativa de proximidade com empresários suspeitos defraude mina qualquer discurso de renovação ou ética que o União Brasil tentesustentar. Em tempos de desconfiança generalizada, a imagem de um político quese beneficia de favores de investigados é devastadora. O episódio não apenasdesgasta sua reputação, mas também abre espaço para que rivais explorem acontradição entre discurso público e prática privada.

Se em 2026 ACM Neto pretende disputar novamente o governo daBahia, terá que carregar o peso desse voo maldito. O helicóptero que o levou aum evento festivo pode se transformar em símbolo de irresponsabilidadepolítica, lembrando aos eleitores que alianças perigosas custam caro. A cadanova revelação sobre o caso Master, cresce a percepção de que Neto errou ao seaproximar de quem estava prestes a ser algemado. E na política, erros assim nãodesaparecem, eles se acumulam e voltam com força na hora da urna.

 

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