Geral Brasil

Brasil troca craques da seleção por ministros famosos no STF

Brasil troca craques da seleção por ministros famosos no STF

08/12/2025 13h34 Atualizada há 9 meses atrás
Por:
Brasil troca craques da seleção por ministros famosos no STF

Antigamente, cada brasileiro sabia de cor a escalação daseleção nacional. Os nomes dos jogadores eram repetidos em rodas de conversa,nas rádios e nos jornais, enquanto quase ninguém se lembrava de um ministro doSupremo Tribunal Federal. Hoje, o cenário se inverteu, já conhecemos todos osministros da Corte e mal conseguimos citar os atletas que vestem a camisa verdee amarela.

Não faltam nomes que atravessaram gerações e se tornarameternos, vejam Garrincha, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Didi, NiltonSantos, Bellini, Neymar, Leônidas, Rivaldo, Cafu, Vavá e tantos outros quepoderiam preencher páginas e páginas de história. Craques que simbolizavam oorgulho nacional e davam ao povo a sensação de pertencimento.

Hoje, porém, os nomes que dominam as manchetes não são dejogadores, mas de ministros do Supremo. Alexandre de Moraes, apelidado de“Xandão”, Gilmar Mendes, sempre opinando sobre política, André Mendonça, o“terrivelmente evangélico”, Nunes Marques, o bolsonarista, Luiz Fux, DiasToffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. São eles que ocupam oespaço antes reservado aos ídolos do futebol. Essa inversão revela um país emque a justiça virou espetáculo e a política se mistura ao noticiário como sefosse campeonato.

Há algo de errado quando a instituição que deveria serdiscreta e firme no combate ao crime aparece mais que os craques da seleção.Escândalos envolvendo juízes, promotores e procuradores se multiplicam, sempreprotegidos por brechas legais. Enquanto isso, o Brasil se aproxima da Copa de2026 sem que a população saiba quem defenderá nossas cores em campo, mas complena certeza de quem ocupa cada cadeira do Supremo Tribunal Federal. É umretrato de uma sociedade que perdeu o rumo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários