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União Brasil sangra e ACM Neto perde o rumo

União Brasil sangra e ACM Neto perde o rumo

09/12/2025 06h28 Atualizada há 9 meses atrás
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União Brasil sangra e ACM Neto perde o rumo

A expulsão do ministro do Turismo, Celso Sabino, pelo UniãoBrasil, após sua decisão de permanecer no governo Lula, escancarou a criseinterna do partido e expôs a fragilidade da liderança de ACM Neto. A executivanacional aprovou a medida em votação secreta, com 24 votos favoráveis, alegandoinfidelidade partidária. Sabino justificou sua permanência no cargo comocompromisso com projetos estratégicos, especialmente às vésperas da COP30 noPará, mas o gesto foi interpretado como desafio direto à cúpula da legenda.

O episódio deixou Neto em posição desconfortável, já que oex-prefeito de Salvador tenta se firmar como referência nacional dentro doUnião Brasil, mas vê o partido se fragmentar diante de disputas internas econtradições públicas. A incapacidade de controlar seus aliados e de ofereceruma narrativa convincente sobre o futuro da sigla reforça a imagem de um líderenfraquecido, mais preocupado com cálculos eleitorais do que com a unidadepartidária. A crise, inevitavelmente, respinga em sua ambição de disputarnovamente o governo da Bahia em 2026.

Enquanto o União Brasil se perde em brigas e expulsões, ogovernador Jerônimo Rodrigues segue fortalecendo sua imagem de gestor estável ecomprometido com a governabilidade. Ao contrário de Neto, Jerônimo temconseguido manter diálogo com diferentes setores, consolidando apoio político esocial em torno de sua administração. A comparação entre os dois líderes éinevitável, de um lado, um partido em frangalhos, do outro, um governo queavança em obras e programas sociais, mesmo em meio às turbulências nacionais.

A expulsão de Sabino não é apenas um problema interno doUnião Brasil, mas um sinal claro de que ACM Neto perdeu o controle sobre suaprópria base. O partido que deveria ser sua plataforma de ascensão nacional setransforma em palco de disputas e derrotas, enquanto Jerônimo Rodriguesaproveita o vácuo para se firmar como contraponto positivo na política baiana.A crise expõe a fragilidade de Neto e reforça a percepção de que sua trajetóriapolítica pode estar em declínio, justamente quando o governador da Bahia seprojeta como liderança sólida e confiável.

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