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Motta abre as portas da Câmara para salvar golpistas e manchar o Brasil

Motta abre as portas da Câmara para salvar golpistas e manchar o Brasil

10/12/2025 07h46 Atualizada há 9 meses atrás
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Motta abre as portas da Câmara para salvar golpistas e manchar o Brasil

A madrugada de 10 de dezembro ficará marcada como mais umcapítulo vergonhoso da política brasileira. A Câmara dos Deputados aprovou, com291 votos favoráveis e 148 contrários, o projeto da chamada dosimetria, quealtera o cálculo das penas aplicadas a crimes contra o Estado Democrático deDireito. A medida abre caminho para reduzir condenações de envolvidos nos atosgolpistas de 8 de janeiro, incluindo militares e até o ex-presidente JairBolsonaro. O resultado expõe a fragilidade institucional e a disposição departe do Congresso em proteger criminosos que atentaram contra a democracia.

O responsável por pautar essa votação foi o presidente daCâmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que ignorou a gravidade do tema e sealinhou aos interesses do Centrão e de parlamentares ligados ao bolsonarismo.Ao colocar em discussão um projeto que favorece golpistas, Motta não apenascomprometeu a credibilidade da Casa, mas também reforçou a percepção de que oLegislativo se tornou cúmplice de quem tentou rasgar a Constituição. Suapostura revela um desprezo pela memória das vítimas e pela sociedade que exigiapunição exemplar aos responsáveis pelo ataque às instituições.

O projeto, relatado por Paulinho da Força(Solidariedade-SP), foi apresentado como alternativa à anistia ampla que vinhasendo defendida por aliados de Bolsonaro. No entanto, a essência é a mesma,aliviar a situação de quem conspirou contra a democracia. A manobra legislativaescancara o jogo político de bastidores, em que líderes partidários se reúnempara costurar acordos que beneficiam criminosos, enquanto a população assiste,indignada, ao desmonte das garantias democráticas. A votação, conduzida sob abatuta de Motta, é um insulto àqueles que acreditam na justiça e naresponsabilidade institucional.

A aprovação da dosimetria não é apenas um escândalojurídico, mas um retrato da decadência moral de parte do Congresso. Hugo Motta,ao pautar e defender a medida, inscreve seu nome na lista dos que preferiramproteger golpistas em vez de defender o Estado Democrático de Direito. OBrasil, já traumatizado pelo ataque de 8 de janeiro, agora enfrenta ahumilhação de ver seus representantes legislativos atuando como advogados decriminosos. A história cobrará caro por essa escolha, e o nome de Motta ficará associadoà vergonha e à cumplicidade com o golpe.

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