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Glauber Braga senta na cadeira do chefão e Hugo Motta manda arrancar na marra

Glauber Braga senta na cadeira do chefão e Hugo Motta manda arrancar na marra

10/12/2025 08h07 Atualizada há 9 meses atrás
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Glauber Braga senta na cadeira do chefão e Hugo Motta manda arrancar na marra

O plenário da Câmara dos Deputados virou palco de umespetáculo grotesco na noite de 9 de dezembro. Glauber Braga (PSOL-RJ), emprotesto contra o processo de cassação de seu mandato, ocupou a cadeira dapresidência da Casa. A resposta veio com truculência, Hugo Motta, presidente daCâmara, acionou a Polícia Legislativa para retirar o parlamentar à força, numato que escancara a perseguição institucional contra vozes dissidentes. O sinalda TV Câmara foi cortado e jornalistas foram expulsos do recinto, num gesto quelembra regimes autoritários.

A ironia é que, em agosto, deputados da extrema-direitaocuparam a mesma mesa diretora por dois dias consecutivos e não sofreramqualquer tipo de repressão. Hugo Motta, que naquele momento se calou diante daafronta, agora mostra que sua mão de ferro só se aplica quando o alvo é daesquerda. Glauber, que já havia feito greve de fome contra a cassação,denunciou o tratamento desigual e acusou a presidência da Casa de tentarsilenciá-lo por meio da força bruta e da censura institucional.

Durante a confusão, uma produtora da TV Record foi agredidapelos seguranças da Câmara, o que adiciona mais um elemento de violência àcena. A ação de Motta não apenas revela parcialidade, mas também expõe o uso daestrutura legislativa como ferramenta de intimidação política. Glauber foiarrancado da cadeira como se fosse um invasor, quando na verdade estavaexercendo seu direito de protesto contra um processo que muitos consideramarbitrário.

A democracia brasileira, já fragilizada pelos recentesepisódios de anistia a golpistas, agora assiste à criminalização da oposiçãodentro do próprio Parlamento. Hugo Motta, ao autorizar o uso de força contra umdeputado eleito, ultrapassa os limites da legalidade e da ética institucional.Glauber Braga não foi apenas retirado do cargo simbólico que ocupava porminutos, foi arrancado da narrativa democrática que o Congresso deveriaproteger.

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