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Com cachaça envenenada, Ribeira do Pombal decreta lei seca e deixa povo em choque

Com cachaça envenenada, Ribeira do Pombal decreta lei seca e deixa povo em choque

02/01/2026 10h27 Atualizada há 8 meses atrás
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Com cachaça envenenada, Ribeira do Pombal decreta lei seca e deixa povo em choque

A virada do ano em Ribeira do Pombal, interior da Bahia, foimarcada por uma medida drástica da prefeitura com a proibição temporária davenda e consumo de bebidas destiladas. A decisão foi tomada após sete pessoasserem hospitalizadas com intoxicação por metanol, substância altamente tóxicaencontrada em amostras de bebidas apreendidas e confirmada em exames laboratoriais.O decreto, publicado em 31 de dezembro de 2025, vale até 5 de janeiro de 2026 ebusca conter uma emergência de saúde pública que abalou a cidade.

A Secretaria de Saúde da Bahia confirmou que os pacientesreceberam tratamento com etanol farmacêutico, considerado antídoto para casosde intoxicação por metanol. O Ministério da Saúde enviou cem ampolas do produtopara reforçar o atendimento hospitalar, numa tentativa de evitar mortes ecomplicações graves. A medida preventiva da prefeitura, embora polêmica, foiconsiderada necessária diante da gravidade da situação e da possibilidade denovas vítimas caso a comercialização continuasse.

Com cerca de 300 quilômetros de distância da capitalSalvador, Ribeira do Pombal viu sua rotina ser alterada de forma brusca. Bares,restaurantes e distribuidoras tiveram de suspender imediatamente a venda dedestilados, o que gerou prejuízos econômicos e indignação entre comerciantes.Para os moradores, o impacto foi duplo, além da preocupação com a saúde, houvea frustração de ver festas de fim de ano esvaziadas e o consumo de bebidasreduzido a cervejas e vinhos, que não foram incluídos na proibição.

O episódio expõe uma vulnerabilidade recorrente no Brasilcom a circulação de bebidas adulteradas sem fiscalização adequada. A tragédiaem Ribeira do Pombal funciona como alerta nacional sobre os riscos do consumode produtos sem procedência confiável. Mais do que uma lei seca temporária, ocaso abre debate sobre responsabilidade do comércio, fiscalização sanitária e anecessidade de campanhas educativas para evitar que o prazer da bebida setransforme em ameaça à vida.

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