Bahia Chuva

Chuva assassina ameaça 35 cidades baianas com ventos de 100 km/h que podem varrer tudo

Chuva assassina ameaça 35 cidades baianas com ventos de 100 km/h que podem varrer tudo

05/01/2026 12h04 Atualizada há 8 meses atrás
Por:
Chuva assassina ameaça 35 cidades baianas com ventos de 100 km/h que podem varrer tudo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nodomingo, 4 de janeiro, alertas vermelho e laranja para mais de 35 cidades daBahia, prevendo tempestades com acumulados de até 100 milímetros por dia erajadas de vento que podem alcançar 100 km/h. Entre os municípios em riscoestão Vitória da Conquista, Luís Eduardo Magalhães, Eunápolis, Itamaraju,Caetité, Guanambi, Alcobaça e Cândido Sales, todos localizados nas regiõescentro-sul, sul e extremo oeste do estado. O aviso segue até quarta-feira, 7 dejaneiro, e indica perigo real de alagamentos, deslizamentos e queda de granizo,segundo o órgão meteorológico.

A gravidade da situação expõe a vulnerabilidade dainfraestrutura urbana e rural baiana. Em cidades como Vitória da Conquista eGuanambi, onde a expansão urbana avançou sem planejamento adequado, moradoresconvivem com o risco de enxurradas que transformam ruas em rios e casas emarmadilhas. A previsão de chuvas intensas não é apenas um fenômeno climático,mas um retrato da falta de investimento em drenagem e prevenção. O alertavermelho, que indica acumulado de chuva perigoso, escancara a ausência de políticaspúblicas capazes de proteger comunidades inteiras.

Enquanto autoridades pedem que a população evite áreas derisco, a realidade é que milhares de famílias não têm alternativa. Em Itamarajue Eunápolis, por exemplo, bairros inteiros estão em encostas frágeis e margensde rios que já transbordaram em anos anteriores. A repetição do drama mostraque o problema não é a chuva, mas a negligência histórica. O Inmet alerta paravolumes de até 60 milímetros por hora, o que pode provocar desastres emminutos, deixando claro que o perigo é imediato e exige resposta urgente.

A população, por sua vez, reage com solidariedade eorganização comunitária. Em Caetité e Luís Eduardo Magalhães, grupos demoradores já montam pontos de apoio improvisados para receber famíliasdesalojadas. A luta cotidiana contra a força da natureza se soma à resistênciacontra a indiferença estatal. O que deveria ser apenas um alerta meteorológicotransformou-se em denúncia social, a tempestade não é só climática, é política.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários