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Candidatos usam Whatsapp, TikTok e corpo a corpo para dominar o voto

Candidatos usam Whatsapp, TikTok e corpo a corpo para dominar o voto

07/01/2026 12h01 Atualizada há 8 meses atrás
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Candidatos usam Whatsapp, TikTok e corpo a corpo para dominar o voto

Imagem criado por IA
Em 2026, a disputa eleitoral no Brasil deixou de ser apenasuma batalha de palanques e comícios. As redes sociais se consolidaram como oprincipal campo de guerra política, influenciando diretamente o comportamentodos eleitores em cidades como São Paulo, Salvador, Recife e Aracaju. Dadosrecentes mostram que o WhatsApp continua sendo a ferramenta mais usada paradisseminar mensagens políticas, enquanto o TikTok e o Instagram ganham espaçoentre os jovens, moldando narrativas e ampliando o alcance de candidatos.

O TikTok se tornou palco de disputas acirradas. Vídeoscurtos de candidatos alcançam centenas de milhares de visualizações,especialmente entre jovens de 16 a 24 anos. O Estado Online mostrou quedeputados federais como Marcos Pollon (PL) e Camila Jara (PT) conseguiramultrapassar a marca de 100 mil visualizações em postagens, transformandoengajamento digital em capital político.

Em Recife, o Instagram é a rede dominante. Prefeituráveis ecandidatos ao Congresso investem em transmissões ao vivo e reels para dialogarcom a população urbana. A estética visual e a linguagem direta são estratégiasque buscam aproximar o eleitorado, em contraste com o Facebook, que perdeurelevância entre os mais jovens, mas ainda é forte entre públicos acima de 40anos.

No Mato Grosso do Sul, a força do corpo a corpo permaneceevidente. Em Campo Grande, candidatos percorrem bairros populares, mas sempreacompanhados de equipes que registram cada passo em vídeos e fotos paraalimentar redes sociais. Essa fusão entre presença física e digital cria umanarrativa de proximidade que se espalha rapidamente.

Em Salvador, o WhatsApp é a rede mais influente. Gruposcomunitários funcionam como canais de propaganda política, muitas vezes semregulação clara. A oposição acusa o governo de tentar controlar o alcancedigital por meio de projetos de regulamentação, como revelou a CNN Brasil emagosto de 2025. Essa disputa sobre regras do jogo digital promete ser um dostemas mais quentes da eleição. 

O Brasil vive, portanto, uma eleição híbrida com candidatosque não dominam as redes sociais e ficam em desvantagem, mas aqueles queignoram o corpo a corpo também perdem votos. A combinação entre algoritmos epresença física nos municípios define quem terá mais chances de conquistar oeleitorado em outubro.

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